O Coração da Cidade precisa de amigos... seja amigo do coração...

o seu donativo é muito importante para nós...

MILLENIUM- BCP ... 0033 000000 239551298 05 

Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

casa de cartão...

     A nossa memória é surpreendente... os cheiros, as cores , os sons... trazem à nossa alma lembranças que de certeza falam de momentos que pela sua diferença ,ficam para sempre a marcar o nosso espaço emocional.

ouvi a melodia ... as lágrimas emolduraram meus olhos... e de repente plasmei em meu olhar a negra mais simpática do Coração da Cidade ... há quanto tempo...

chamava-se Esperança... onde estará neste momento? , já não falo com ela vai para três anos, mas recordo de vez enquanto o seu olhar , a sua forma crioula de falar e da expressão vigorosa a sensual do seu corpo...

contava com severa nostalgia, que tinha sido a mulher mais cobiçada do musseque mas o seu coração balançou por um branco que não a largava...

Esperança deu-lhe 5 filhos e por alturas do 25 de Abril, a liberdade de Esperança estava prestes a chegar ao fim... deixou o sol dourado de Angola, o cheiro a cravo e a canela e veio para conhecer Portugal... mas as trigueiras do Minho falaram mais alto...

Esperança não consegue adapartar-se à vida de Portugal... e o senhor Branco, logo a troca por uma branca roliça e deslavada como ela lhe chama...

o álcool não lhe deu hipótese de ficar com alguma segurança com os filhos de quem tem muita saudade... o senhor branco ainda a ajudou durante algum tempo , mas sempre a empurrou para longe dos filhos, o que a colocava cada vez mais, na dependência dessa doença fatal, que ela tomou como agasalho para cobrir a sua solidão.

os filhos formaram-se e ela dizia com lágrimas nos olhos... eu tenho um filho engenheiro... mas tem vergonha de mim...

a nossa Esperança , era muito divertida... fazia parte das mulheres sem abrigo que são hospedes certas das ruas do Porto... quase diariamente levava um cobertor para se cobrir do frio e permanecia na instituição até à hora de encerramento, depois saía a falar baixinho num dialecto que só a alma dela entendia...

um dia entrou mais cedo  para a refeição da noite... então ria a bom rir e repetia... ontem fintei um polícia... e passou a contar a história , que para ela , representava a vida na concorrência mais simpática com a dita justiça , que não consente que aqueles que são injustamente colocados na rua, nela adormeçam, ainda que consentidamente pela inoperância dos sucessivos governos...

então... um dia, a Esperança da nossa história, na esperança de encontrar o mesmo lugar de sempre para adormecer , deparou-se no local habitual, com uma caixa de cartão de considerável tamanho e não pensou duas vezes...  uma casa de cartão deste tamanho à minha espera? ! ... pega no cobertor que a instituição lhe distribuiu e há que entrar sorrateira para dentro da caixa...

estava a Esperança já no seu primeiro sono, quando o polícia habitual passa perto da caixa de cartão e de pontapé aqui e acolá chuta a caixa, que imobilizada pelo peso da Esperança não se move nem um pouco... eu até podia ter gritado ... dizia ela ... mas se gritasse o polícia mandava-me sair de casa ... e riu a bandeiras despregadas ...  dormi nela a noite toda ... logo os lixeiros vão levá-la , mas hoje ainda deu para dormir...

e o polícia ? - perguntei a rir também ... foi-se embora a resmungar ...que os lixeiros não sabiam limpar a rua ... mas nem sequer percebeu que eu estava lá dentro, senão ... oi... oi... bem tinha dormido ao frio.

e assim a Esperança, fintou o polícia ...  em silêncio, sem dizer ai, para que apenas por uma noite se pudesse abrigar dos olhos dos outros e dormir fantasiada de proprietária dum apartamento de cartão.

depois de contar a história saiu...  cantava divertida...  olhava de soslaio para ver se tínhamos gostado da história e afastou-se cantando ...  morena de Angola que leva o chocalho agarrado na canela, não sei se ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela... e foi a cantar rua abaixo, quem sabe se na esperança de encontrar outra casa de cartão...

dramas da rua duma cidade que acorda e adormece fingindo que tudo está bem.. resta-nos a esperança...

lasalete                          

neste momento eu estou ...: alerta e feliz
publicado por lapieta@sapo.pt às 11:09

link do post | comentar | favorito
|
4 comentários:
De Fernando Correia a 22 de Fevereiro de 2007 às 23:11
Boa noite, D. La Salete
A minha neta Mafalda está a contar uma parte da história da minha vida...
Partiu a dezoito de Agosto de 1967 no navio “Príncipe Perfeito” com destino a Lourenço Marques (hoje Maputo) aonde chegaria a três de Setembro...mas, antes disso esteve no Funchal e, adorou aquela terra...esteve lá um dia...
No dia seguinte, lá voltaram a partir com destino ao próximo porto, que neste caso era a cidade do Lobito em Angola. No barco, que era luxuoso e, onde iam alguns militares com as especialidades mais diversas e, que iam substituir companheiros que já tinham acabado as suas comissões de serviço, iam muitos civis, aliás era a maior parte. Havia uma orquestra, que tocava enquanto os civis iam divertindo-se, passando assim melhor o tempo em mar alto e, os militares iam também fruindo o espectáculo...Gostou imenso do Lobito, era uma cidade pequena, de ruas com muitas árvores, moradias de um piso, lindas, uma cidade onde devia ser muito agradável viver, tranquila e, aonde o terrorismo não havia chegado e, onde as pessoas viviam tranquilas certamente. Esteve lá um dia também, embarcando ao fim do dia com destino a Porto Alexandre, também em Angola, aí chegado, verdadeiramente é que começou a tomar consciência da mudança de cenário, pois, à espera do barco viam-se centenas de negros com um olhar, que na altura não se sabia se era de boas-vindas ou o que era, mas, infundia respeito, tanto mais que eram muitos e, ele nunca tinha visto tantos juntos. Lá desembarcou juntamente com os seus companheiros e, foram dar uma volta porque iam estar pouco tempo, com ele, ia um colega que ainda hoje, passados quase quarenta anos, é seu amigo e, com quem se encontra algumas vezes por ano, nos convívios militares; - Não há quase nada, ou mesmo nada, para dizer de Porto Alexandre, só recorda a expressão daquela multidão compacta negra, andrajosa e à espera de um milagre que as tirasse daquela pobreza. – Que ironia, um país cuja natureza brindou com bens a que o homem dá tanto valor, que lhes poderia dar bem-estar, vidas felizes; - tornou-os escravos na sua própria terra!
O porto de desembarque seguinte, foi Luanda. Que cidade tão bonita, - que maravilha de baía, as palmeiras que davam àquela margem, uma beleza que ele nem em sonhos poderia ver, com umas Avenidas idealizadas por alguém com uma visão de futuro, que segundo dizem, tem muito a ver com um governador que lá esteve e, que se chamava Norton de Matos.
Foi muito pouco o tempo que o meu avô lá esteve, mas foi o suficiente para fotografar com os olhos da alma, aquela cidade, capital de Angola.
Depois de mais alguns dias no mar, chegaram a uma cidade na África do Sul chamada Cape Town. Ele também ficou muito impressionado nessa terra, mas de uma forma contraditória; - por um lado, era magnífica a cidade, com prédios altíssimos; - ainda hoje recorda um centro comercial chamado OK, que tinha quarenta andares e, no piso ao nível da rua tinha uma avioneta em exposição; - por outro lado desagradou-lhe ver aquilo que se chamava “ apartheid ”, que era uma forma de separarem os negros dos brancos; fosse nos transportes, nas escolas, edifícios públicos e, até lhe chegaram a dizer para não frequentar certas ruas, pois eram destinadas a negros...
Quando ele foi para Moçambique, o seu destino era Lourenço Marques, mas, passado mais ou menos um mês, recebeu ordens para ir para o quartel-general de Nampula, que ficava no Norte daquela província. Teve de se conformar, aliás, ele aceita com resignação o que a vida lhe vai dando, seja bom ou seja mau; tem o espírito de que aquilo que parece mau, pode até ser bom... nunca se sabe...

A história da sua estada em Moçambique é muito longa, não cabe aqui...
Resta dizer porém, que o meu avô não compreende como é que os povos de África, não têm direito a ser felizes...
Eu, e a minha netinha gostámos muito da sua história...de vida
Bem-haja
Fernando Correia
De zelia neno a 23 de Fevereiro de 2007 às 04:25

22 de Fevereiro. Acabei de ler a Caixa de Cartão após a chegada a casa vinda de casa de meu irmão onde nos juntamos para comemorar os 88 de minha mãe e de lhe proporcionarmos mais uns momentos de felicidade ao ver-se rodeada pelos filhos e especialmente pelos quatro netos que ama dolorosamente com todos os poros que sua pele tem. É um amor de avó mas bem se diz, ser avó é ser mãe duas vezes e assim sendo o seu amor quase rivaliza com o meu, como mãe. É uma bênção que Deus me concede por saber que minha mãe é uma idosa muito feliz, apesar de há já nove anos viver com a saudade que ficou com a partida física de meu querido pai e vê-la apreciar a vida rodeada, quase sufocada, com tanto amor, tanto carinho e tanta preocupação de todos nós para que se possa sentir o melhor possível pois ela o merece e esta jornada já vai longa. Com o sentimento maior que se chama Amor todos e qualquer um de nós pode contribuir para que haja menos uma Esperança deambulando por essas ruas tortuosas à procura de uma caixa de cartão onde se possa resguardar da noite e dos polícias.

Já passava das 23 horas, quando no regresso a casa e num cruzamento onde os semáforos me obrigaram a parar, uma vez mais ali estava aquela jovem numa cadeira de rodas, pois é amputada duma perna, que há muito tempo adoptou aquele local para lançar um olhar carente e simultaneamente meigo à caridade humana na esperança, muitas vezes vã, de que alguém lhe estenda a mão e lhe entregue algo que a ajude a sobreviver. Dói-me a alma sempre que olho aquela jovem com cara de menina, agarrada àquela cadeira e movimentando-se para traz e para a frente em plena faixa de rodagem, sujeitando-se ao calor de Verão e ao frio gélido desta época, pois penso que de certo ainda terá um pai ou uma mãe que provavelmente deixaram de se preocupar com ela, talvez até tivessem deixado de a amar embora para mim seja impensável que tal aconteça por quem a gerou e carregou no seu ventre. Os meandros da vida são às vezes medonhos e obscuros e o ser humano não é suficientemente bem estruturado para os conseguir ultrapassar e, quem sabe, se este não terá sido um desses casos onde nem a protagonista nem seus familiares foram capazes ou tiveram tão simplesmente a vontade e coragem de dizer não à degradação e um sim à vida e ao amor que deve unir uma família.
Que mal me sinto sempre que lhe estendo a mão. Mas que mais posso eu fazer?

Daqui por uns anos em que se irá transformar esta jovem de hoje, quando o seu doce olhar se perder e em seu lugar surgir o vazio que uns olhos azuis deixarão transparecer? Provavelmente o seu mundo, caso consiga sobreviver nele, seja um caos total quando deixar de ter uma mão caridosa que se estenda ao encontro da sua, quando as gentes passarem ao seu lado e fingirem nada ver, quando ela não for mais de que uma outra Esperança vagueando, agarrada à sua cadeira de rodas, pelas ruas da nossa cidade.

Precisamos, porque é urgente, de cultivar o amor e ensinar aos nossos filhos e netos como fazê-lo, pois caso a infelicidade cruze os nossos caminhos, possamos ter a certeza de poder colher o que bem semeamos e que teremos a sua mão amorosa para nos amparar, o seu aconchego, o seu afecto, o seu amor e mesmo sendo engenheiros que isso não seja uma barreira para a sua vergonha. O velho ditado lá diz :- Filho és, Pai serás, assim como fizeres assim receberás.

Brindemos à Solidariedade no Amor e à Esperança na Vida.

Zélia Neno


De Cartao de Credito a 2 de Outubro de 2009 às 16:26
Estas historias poem sempre uma pessoa triste. É pena haver pessoas nesta situações.
De INCERTO a 25 de Fevereiro de 2007 às 12:55
Boa tarde D. Lasalete ...

Por vezes comentar factos tristes que tem factos felizes carregados de simbolismo das formas e tentativas de se ir vivendo o melhor para cada um/a, é um desafio...

Ao ler esta mensagem, leva-nos não quantas vezes para passados longínquos da memória que um dia tivemos a capacidade de banir da nossa memória e lá vem o dia que um facto passado no passado, desperta em nós a nostalgia do passado...

Esta história, passada com a Amiga esperança tem algo nas entre linhas que ao olhos dos mais desatentos é deveras constrangedora que mais vale olhar para o lado e fazer de conta que essa "pessoa" (tantas Esperanças perdidas) é apenas mais um/a no nosso dia a dia do faz de conta.. faz de conta que não existe... faz de conta que é uma miragem... faz de conta que é apenas um caso e que se seguir em frente deixa de existir....

Quando era miúdo e ia ao cinema e tinha que correr para apanhar o ultimo autocarro, passava a correr por seres embrulhado nas suas casas de cartão, sem saber o que realmente existia por trás dessa casa de cartão... era cartões deitados no chão, eram cartões empilhados para a recolha, mas existia sempre alguém por trás do cartão.. e fomos educados a olhar para o lado do outro lado do cartão, e não havia forma de descortinar quem estava fora desse cartão... hoje com as noticias e tudo serve para noticia, sabe-se que existe algo por trás do cartão, existe uma alma, que com a vergonha (minha) de encarar, para não ter que fazer nada, como dizia, fomos ensinados a desprezar e até mesmo a chincalhar o "pobre diabo", homem ou mulher, porque hoje sabe-se que existe os dois lados...

Como disse no inicio, é triste comentar casos reais como este, mas que eles existem, existem e não adianta mais olhar para o lado, e quando estou no meu aconchego e sentado no calor humano da minha casa, relembro tantas vezes os cartões embrulhados na minha vergonha que apesar de virar a cara, eles continuam e cada vez mais a existir...

Apenas deixo esta pequena mensagem que nas entrelinhas é um recado da alma para as "Esperanças" de todos os dias...


Doce Tormento De Não Ser...
Delasnieve Daspet

As vezes, estou triste.
As vezes, feliz.
Depende do tempo.
Da chuva que cai, do vento que abrasa,
De ter o sol ou as nuvens.

As vezes, te amo.
As vezes, te odeio.
As vezes que te odeio é quando mais te amo.

Eu sou assim...
Perguntas sem respostas.
Ocaso, sem nascer.
As vezes - sou sem existir.

Palhaça...
Como brilho de purpurina no negrume da noite...
A todo momento troco de máscara no doce tormento de não ser!

Continuação de boa semana para todos que conseguem ler... e Bhaja sempre D. Lasalete ...

Comentar post

CONHEÇA MELHOR



mais importante que verbalizar doutrinas é humanizar atitudes


 

e-mail gifs

coracaocidade@gmail.com


free html visitor counters
hit counter




<




body

CORAÇÃO DA CIDADE ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ MOVIMENTO ECUMÉNICO ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ VOLUNTARIADO EM ACÇÃO ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥


a nossa sede na Rua Antero de Quental, nº 806- Porto

desde a inauguração desta casa que os voluntários têm sido um marco de coragem e abnegação




saiba porquê.....


O Coração da Cidade é:

é um espaço de solidariedade universal

com preocupações constantes de actualização

ao serviço permanente da comunidade onde está inserido

de conforto e amparo, servido apenas por voluntariado

onde todos os serviços prestados são e serão sempre gratuitos

promotor do voluntariado e intercâmbio associativo

O Coração da Cidade,

já estendeu a sua acção

a outros espaços do distrito do Porto

criando para o efeito

uma cadeia de Lojas Sociais ,

que lhe permitam

uma maior sensibilização

para o vuntariado

e ao mesmo tempo

detectar

novos focos de pobreza

venha até ao Coração da Cidade

faça-se voluntário

e ajude a servir,

os que mais necessitam de auxílio



CADEIA SOLIDÁRIA um euro uma razão para ajudar o Coração


é o que estamos necessitando neste momento ...

O Coração da Cidade inicou um pedido de ajuda para que seja posivel ultrapassar as suas dificuldades

associe a sua vontade de ajudar á nossa causa e contribua comnosco...

seja um amigo d'O Coração da Cidade

esperamos o seu

ajude-nos a ajudar ...

apenas um euro

Millenium BCP

0033 000000 239551298 05


gifs

ainda que eu fale a linguagem dos anjos e dos santos... se não tiver caridade nada sou...

posts recentes

AMAR COM AMPLITUDE...

A AVENTURA DO ENVELHECER ...

receber ajuda, sem ter q...

quer um coração novo... ...

3 B ... O BEM O BOM E O ...

o BEM e os BONS ...

NATAL COM ALMA

quando o amor faz a difer...

O MEU PEDAÇO DE CHÃO

O MEU PEDAÇO DE CHÃO

RESSUSCITAR PORTUGAL

O CRISTO ILUMINADO

TODOS OS CRAVOS FALAM DE ...

A CRUZ DA CONVENIÊNCIA .....

O BANQUETE DAS FERAS

SEMPRE QUE O AMOR ME QUIS...

MOMENTOS DE SOLIDÃO/ SUIC...

SER CIDADÃO É ESTAR ATENT...

EXECUTORES DO DESTINO

A ALMA ÀS RISCAS ... OU A...

estou quase nascer...vai...

HÁ FESTA NA MINHA RUA ...

TODOS OS NATAIS SÃO SEMEL...

...

O NATAL DOS ANJOS...

O AMOR É A FORÇA DA BOA V...

UMA ROSA PARA QUEM SABE B...

SE O MUNDO TIVESSE A COR ...

À PROCURA DE UM CAMINHO.....

OS BONS TÊM QUE ACORDAR.....

recolha alimentar com gen...

subscrever a vida com amo...

ser mulher ...É SER LIBER...

obrigada...

MIGALHA --- UMA PIRÂMIDE...

MIGALHAS DE AMOR PARA PRE...

2014... só de mãos dadas

ABRACE UMA MESA DE NATAL....

O AMOR ESTÁ CHAMANDO A HU...

ONDE MORA A LIBERDADE ?.....

uma luz na escuridão...

11 ANOS DE AMOR E DOR…

a química da lágrima e a ...

E VOLTAMOS A FALAR DE POB...

O CORAÇÃO DA CIDADE , tem...

ALIMENTAÇÃO...VERSUS...HU...

Oração da Ternura

os artistas de Deus...

AMAR COM AMPLITUDE…

FOME DE PALAVRAS ...

mais comentados

8 comentários
5 comentários
5 comentários
4 comentários
4 comentários
4 comentários
4 comentários
4 comentários

arquivos

tags

portugal

vida

porto

portoblogs

eu

amor

parlamento

actualidade

pobreza

solidariedade

politica

país

política

eu pensamento poesia blogs

blogs

poesia

eu pensamento blogs vida solidão pobreza

pensamento

solidão

pensamentos

todas as tags