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Terça-feira, 16 de Março de 2010

solidão... ai solidão...

         

 

dizem uns que a solidão é permanente
outros dizem que a solidão é passageira
eu chamo-a um engano do presente
porque a vida não tinha outra maneira,
de nos atrapalhar e confundir ao mesmo tempo
de nos maltratar pr'a ver se tem razão
e então amortalhando o nosso sentimento
nos envolve e lhe chama  solidão....
 
mas afinal o que é esse percalço ?,
que nos abala o coração atormentado
é o mesmo que andar sempre  descalço
calcando um chão, sem chão, esburacado...
é o mesmo que voltar a ser criança
e desejar um colo onde dormir,
é um querer a cada minuto a esperança
e entre as lágrimas querer então sorrir...
 
é um esperar com olhos de tristeza,
que as surpresas nos digam coisas certas,
é ter as coisas certas sem certeza
e ter na alma  feridas sempre abertas...
é viver sempre despido de alegria
é acreditar não ser feliz como os demais,
é acordar e adormecer ao fim do dia
com o peito cortado sempre aos ais...
 
é ter na mão a Primavera sempre em flor,
o Verão que mata a fome com frutos sumarentos
o Outono encantado com trovas  só de amor
e viver o Inverno gelando os sentimentos...
é saber que Deus existe e nele acreditar,
é ter frio e calor ao mesmo tempo,
é não dar tempo ao tempo pr'a ele trabalhar
dentro de nós um belo sentimento...
 
é apenas resolver chorar a cada instante
por algo, por alguém que não tem nome
é preferir o que não é tão importante
e ter o coração sempre com fome...
é não encontrar os outros que passam junto a nós
e viver em permanente aflição
é querer cantar uma canção e não ter voz
é amar a chorar ... e chamar á vida  SOLIDÂO...
 
 
lasalete... 16-3-2010... 8.32h
publicado por lapieta@sapo.pt às 08:38

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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

preciso de adormecer ... ( poema)

 

 

Senhor... conta-me uma história...

preciso de adormecer,

a noite já está cá dentro,

em minha alma, quieta...

eu preciso de aquecer

esta tristeza secreta,

segura e inteligente,

que só quer adormecer

mas sem medo do presente...

 

podes contar-me uma história?...

não daquelas de encantar...

uma história interessante

daquelas que toda a gente

quer saber sem perguntar...

uma história bem humana,

que fale da nossa vida,

que nos diga sem rodeios

se os medos e receios,

não têm razão de ser...

e se afinal o papão

que nos trava o coração

um dia pode morrer...

 

conta Senhor, uma história,

daquelas que na memória

nos falam de amor e paz...

quando pequenos demais,

olhando p'ra nossos pais

tudo parecia diferente...

o mundo dava voltinhas,

e a missa das alminhas

era gostosa de ver...

e sem medo de morrer

nós fazíamos asneiras,

e de todas as maneiras!...

sempre arranhados no rosto,

nas pernas e nos bracitos,

corriam soltos os gritos

das traquinices de então...

o bolor sabia a pão

e o pão a quase nada,

mas na mão da pequenada

sempre dava p'ra mais um...

ninguém ficava em jejum,

porque as árvores do jardim

criavam frutos sem fim

e todos empoleirados

nos ramos quase quebrados

e a barriguita colada,

os olhos esbugalhados

se enchiam de tal prazer,

que á noite, mesmo  sem histórias

era bom adormecer...

 

hoje Senhor... é diferente...

custa tanto p'ra dormir...

não há bonecas de trapos,

mas há crianças sem mãe,

sem carinho, sem desvelo...

não há fitas no cabelo,

mas há crianças doentes,

e há almas indiferentes

á dor dos mais pequeninos...

não há peões pelo chão,

nem sameirinhas laranja,

nem bonecos de papel,

com as repinhas em franja...

 

já não há canções de roda,

não há vestidos aos folhos...

há gotas dentro dos olhos,

com medo da luz do dia...

por isso antes de dormir

as gotas querem fugir,

rolam pela cara,  e molhando

de pranto lá vão contando

histórias que ninguém quer...

contadas por tanta mãe,

histórias tristes de dor,

que nem Tu mesmo Senhor

contarias a ninguém...

 

os homens sabem trair,

e já não sabem sorrir,

estão  com medo de amar,

preferem ficar á espera

que uma nova Primavera,

venha na vez dum Verão...

têm medo de aquecer

por amor o coração...

por isso Senhor á noite

muitos dormem pelo chão ...

 

se as pedras de tanta rua,

pudessem assim contar

a dor de quem passa nelas,

abriam todas as portas

e em todas as janelas

as almas quando inquietas

viriam sempre escutar

essas histórias secretas

que ninguém ousa contar...

 

Senhor... mesmo ocupado,

fica um pouquinho ao meu lado,

e diz-me  a sussurrar,

se o mundo atarefado

precisa de estar calado

perante tanta maldade...

conta a todos uma história,

que lhes avive a memória

e assim os chame á razão...

para que em todas as  mesas

sempre haja calor e pão...

e que na alma dum crente

não haja meia verdade,

para que em toda a cidade

o amor esteja presente...

 

vou trabalhar , porque assim

ficas mais perto de mim,

mas não Te vais esquecer:

_ eu chego a casa cansada,

mas depois de estar deitada

preciso de me aquecer...

abraça-me qual criança

e quentinha de esperança

ajuda-me a adormecer...

 

 

lasalete ... ( poemas do fundo da alma) ... 6-11-2009 ..... 12,00h

 

 

 

 

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Sábado, 13 de Junho de 2009

companheira oculta... (poema)

Halfway To Heaven 

não inventes que sabes porque existo,
sem contudo olhares bem de frente para mim...
não inventes que estás a sentir porque resisto
porque o meu desejo é severo…  e tem um fim...
 
não... não ... tu nada sabes de amor,
a respeito de mim?... que sabes tu?
nunca te vesti ou acordei, ou abracei...
nunca te apertei , nem te pus nu...
nunca te fiz chorar adormecendo
nunca te fiz chorar pelo meio dia,
nunca te fiz chorar de medo tão horrendo
nem tão pouco te beijei por ironia...
 
afastei-me porque tu não me aceitas-te
e havia outros que me queriam e entrei
instalei-me secreta em outros e olhas-te
sem saber de onde eu vinha e então fiquei...
pálida pela indiferença em cada  olhar,
abismada pela crueldade do teu ser
eu fiquei em tua mente a namorar
o amor que dizes sentir sem dele perceber...
 
chamam-me muitos nomes... oh!... cruel humanidade
que da ignorância não dispõem mais que  um esgar
e me suporta em silêncio e com maldade
sem perceber que eu acompanho quem nunca soube amar...
 
pensei que vinhas ajudar os que retinha
nos escombros do passado rude e lento
no barulho de seus gestos mal pensados
que gritam destruindo o pensamento...
meus fantasmas se debatem todo o dia
não dou nada de graça... tudo vendo,
também, não compro nada... arrebato...
me alimento de segredos que apenas eu entendo...
 
instalei-me?... é certo ... eu fiz o que é de lei...
nem mais , nem menos, apenas conferi
aquilo que na vida eu encontrei
nos abraços mais ímpios que senti... 
vim como prostitua cobrar o que queria,
vendido que foi o amor por preço inferior
eu então cobrei mais alto o que devia
apenas na esperança de pagar o mesmo amor...
 
ninguém me aguarda, nem pressente e me confunde,
ninguém me quer, me esconde e acciona,
ninguém me compreende, nem ama, me abomina,
patogénica presença, que o mundo aprisiona...
 
mas, quando me entenderem no Todo que ilumina
e me curarem pelas leis que Ele colocou,
a mente que me oculta e me assassina,
irá sem querer  viver p'ra onde eu vou…
me verá com outros olhos, que não os que suporta
e então sem choro recolhido e com furor
entenderá que eu posso entrar em qualquer porta
não porque eu quero… mas em nome do amor…
 
enquanto eu estiver em ti e tu em mim,
nos que te são queridos e amas ternamente,
não me chames de loucura , porque ocupo
apenas o lugar do amor que esteve ausente...
 olha-me sem medo e  abraça-me... bem forte,
oferece-me a Ele e  o fardo cederá.
abraça-me outra vez, com calma até á morte
e a mente se liberta de  mim e viverá...
 
eu vim como companheira, sem usura
eu sou retábulo difícil, necessário…
todos de me chamam loucamente de loucura,
mas eu… eu sou apenas " as contas dum rosário"...
 

 

lasalete...13 -6-09

 

 

 

 

 

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Domingo, 16 de Novembro de 2008

voo livre... (poema)

 

 

diante de mim esvoaça

a liberdade ondulante

nas asas de uma gaivota

negra de tanto voar

que o vento não atordoa...

nas asas dessa gaivota

alheia a toda o lamento

vai a alma de um poeta...

que voa ao sabor do vento

na sua rima discreta...

 

nas asas de um voo livre

a alma rima chorando

de rimas vive sonhando

e sonha vivendo aos ais...

voa no seu pensamento

por sobre um rio de dor

toma do mundo o momento

voa falando de amor...

 

transporta no seu rimar

a alma de muita gente

que aguenta em agonia

os dias mal disfarçados

como fardos tão pesados

que não suporta de dia...

salga de dor suas mãos

que suam sem ilusão

as dores que fingem doer

apenas no coração...

 

nos rostos onde a alegria

já se veste de palhaço

fingindo que é sempre dia

levando à alma o cansaço,

da dor que aparece rindo

doente em lábios vermelhos

palavras que o céu entende

deixando recados velhos,

com frases que não se ouvem

discretas e soletradas

nos medos de toda a gente

que se fingindo contente

está de mãos amarradas...

 

voo livre dum poeta

é ponte de dor e pranto

que diz em rima directa

porque o mundo chora tanto...

como gaivota voando

a alma finge voar

porque não sabe voando

onde poisa pr'a chorar...

 

 

 

lasalete... poemas de dor e pranto ... 9,29... 16-11-2008

 

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Sábado, 18 de Outubro de 2008

o sono dos justos ??? ...

 

não sei se tinha nome de flor...

não era branca nem negra ... tinha um rosto mestiço, um corpo delgado e a sua juventude denunciada nos gestos dengosos, uma preguiça de quem não faz coisa alguma...

 

 

poderia ser rainha, poderia ser senhora de um império, poderia ser alguém, mas não... sobra no mundo... e vai-se lá saber porque razão...

 

foi exactamente hoje, logo pela manhã que os primeiros raios de sol denunciavam a cidade buliçosa e cheia de vida, que obrigava os sonolentos a acordar e assim despertava as responsabilidades, distribuindo-as por todos os espaços de alma que pudesse encontrar...

 

a vida dentro da vida se ia encarregando de acelerar quem ainda duvidasse que ela existe...

 

e foi exactamente na bomba de gasolina onde parei, que descobri os gestos incertos de gente anónima que por ali passa, mas que durante o seu cafezinho da manhã, que todos dizem saber tão bem, se trocam as primeiras, ou as mesmas impressões, de tudo o que reveste a política e os maldizeres da primeira liga de futebol...

 

os homens, na sua maioria, que tomavam o dito cafezinho, passavam indiferentes à paisagem...

 

eis que de repente, saindo do meu raciocínio com sabor a cafeína, fixo o olhar num jovem que de vassoura e apanhador na mão e de modo displicente, ia e vinha apanhando os papeis que no chão denunciavam a pouca civilidade de uns quantos e o muito movimento daquele lugar...

 

enquanto as diversas bombas se enchiam de gente para entregar ao seu " bichinho" o que ele há-de consumir em gasolina durante o dia, muito embora os preços tão discutíveis, o certo é que o " bichinho" tem de comer todos os dias... mas ninguém, dos que ali passavam, estavam dentro dos meus olhos que iam e vinham com o jovem da limpeza...

 

olhei o rapaz e conduzi o meu raciocínio no sentido de o imaginar, dentro de uma faculdade, em outra posição que não aquela, com um ar mais feliz e mais responsável, por outra actividade qualquer que não aquela... e conforme ia apensando ia observando a forma como ele apanhava cada papel para dentro de respectivo apanhador...

 

já la iam uns bons cinco minutos, quando ela passa para o canto oposto e aí à distância eu percebo roupas no chão... pela forma como estavam, denunciavam de imediato que uma pessoa estava ali... pensei eu... alguém que passou ali a noite...

 

nada de humano denunciava o encontro, porque tudo estava oculto debaixo daquele emaranhado de trapos... o jovem com medo ou à cautela, bate com força com o apanhador no chão, mas nem um só movimento denuncia o que debaixo desse montão de roupa se oculta...repetiu o gesto por três vezes, imitando, mostrando com as pancadinhas de Molière, que o teatro da vida, também ali se fazia presente... nada... apenas o silêncio e a plateia era apenas composta por mim...

 

dois minutos e o jovem vem espreitar... silêncio absoluto, ausência de movimentos...

 

mais dois minutos e o palco se abre... de dentro dos trapos espalhados pelo chão, sai um corpo delgado, cabelos desgrenhados ...quando volta o rosto, se abre para quem esperava o primeiro acto...

abre-se  qual borboleta, ensaiando os primeiros gestos de denuncia de vida... espreita de lado todos os presentes e meio envergonhada se afasta e reúne os parcos haveres que representam momentaneamente a sua riqueza...

 

parecendo dormir o sono dos justos... dormia apenas o sono injusto de quem nesta sociedade não tem lugar injustamente...

 

tão jovem esta bela mulher não deveria estar ali, como no seu lugar não deveria estar mais ninguém...

 

abrir a manhã para a vida, olhando alguém que se levanta do chão, porque não tem lugar para dormir entre os demais , é demasiado doloroso...

 

os registos diários não têm como se esquecer e até que a sociedade mude o seu modo de estar e de sentir, iremos a cada dia que passa olhar as rosas a brotar do chão sem pertencerem por destino a um canteiro qualquer...

 

à mercê da vontade divina, elas se espalham por aí espalhando aromas infinitos que denunciam a injustiça em que a sociedade se movimenta, preocupada a cada momento,com a bolsa de valores, por isso mesmo não aprende de uma vez por todas a valorizar a vida humana...

 

logo mais, a rosa recolherá ao chão... por quanto tempo?...

 

lasalete

neste momento eu estou ...: vivendo como Deus quer
publicado por lapieta@sapo.pt às 17:51

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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

meu veleiro... poema

oema

 

fiz-me ao largo...fiz-me ao largo

e levei comigo recordações de minha alma...

fiz-me ao largo , fiz-me noite, fiz-me dia,

vesti-me de madrugada

chorei e suspirei cada silêncio...

de quem já nada tem para dizer...

vesti-me de madrugada e gelei,

dormi com todos os medos

fechei as mãos e tentei adormecer...

 

fiz-me ao largo ... e penetrei

nos sonhos de toda agente

fiz-me ao largo ... e inventei

que tudo ia ser diferente...

 

senti molhadas as faces

meu peito batia forte, segurando o coração

como um veleiro assustado

que não segura a tempestade em sua mão...

ventos de estranhos poderes

celerados navegantes

fantasmas feitos de dor

que seguram a ferro e fogo

a ânsia de ser amor...

 

meu veleiro minha alma,

oh.! meu sonho assim desfeito,

que navegas assustado no meu peito,

que te quebras qual  cristal ...

minha alma é um veleiro,

que se queda, que se afasta sempre igual

que se veste de festa pr'a dançar

e se reveste de giesta para amar

como quem naturalmente se detém,

diante das certezas que não tem...

meu veleiro minha alma alvoraçada,

meu frágil ser como te afastas

da margem onde encostados

estão outros veleiros encalhados

que não conseguiram navegar...

meu veleiro minha alma

que força é essa que te abraça

e te devolve o teu estado de graça

forçando teu rumo sem esperar,

que as velas desse veleiro esvoaçando

te mostrem que no mundo comandando

se mantém tua rota para  amar...

 

lasalete

publicado por lapieta@sapo.pt às 18:42

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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

segredos que a vida conta ...) poema)

tempestade.jpg

 

 

a vida não disse a mais ninguém

mas a mim...

a mim a vida disse que me amava

e com leite de mel me amamentava

com delícias e esperanças

que as não poderia doar a mais ninguém...

 

 a vida não contou a mais ninguém,,,,

 mas a mim ...

 a mim a vida deixou-me  adormecer,,,

embalou-me em seus abraços generosos

criou para mim  com ternura mil regaços

e fez-me acontecer...

 

 

mas um dia a vida se esqueceu de prevenir

de dizer que eu à força iria descobrir

que falhariam muitas vezes  os  abraços

e que nesse dia faltariam os  regaços

e os anjos ficariam atentos para eu não me perder...

 

e muitas vezes assim aconteceu...

fiz conchas com as mãos pus-me a chorar

enrolei as lágrimas em contas num colar

e coloquei no coração toda a magia...

fiz uma festa vesti-me de luar

e à transparência da luz pus-me a dançar...

a vida surpreendida dou-me novo abraço

envolveu-me com força e amor em seu regaço... 

e  então a magia do momento fez-se em mim...

todos os sentidos com ardor me despertaram,

meus olhos verde mar , por amor  também mudaram,

fiz-me ave, voei mais alto ... fiz-me voz, fiz-me ternura,

despertei, fiz-me mais paz, ganhei altura...

 

emocionada e decidida, a vida me envolveu,

e quando ia alcançar meu frágil coração

a vida me cedeu generosa o seu abraço

e as pérolas do colar de água,

caíram do coração em meu regaço

e soltas uma a uma se perderam pelo chão... 

perderam a magia, perderam o encanto...

feitas de dor, revelam o meu pranto

secando quase a medo a  minha dor ...

e um anjo comovido olhou o meu degredo

sufocou diante de mim louvou por tanto amor

e sem querer com amor ,  contou-me o seu segredo ...

 

junto ao mar, junto ao mar, sem querer se revelou

e o sol quente  chamou o vento para testemunhar,  

e beijaram docemente e com prazer a minha vida...

nada existia de mais belo ... o mar  batia fortemente,

e apenas num olhar,  a vida contou-me outro segredo

que  por amor, guardarei dentro de mim eternamente...

 

 

lasalete

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Sábado, 6 de Setembro de 2008

marcas do coração ... ( poema)

 

 

ninguém disse adeus... ninguém se despediu,

apenas passos ligeiros, e firmes... quase certos

levavam para longe a chorar, braços abertos,

levavam para longe a chorar a solidão...

e uma a uma as lágrimas vão soltando o coração

molhando a areia dourada de forma tão real...

conforme as lágrimas caem, há flores no areal ,

que sem desejo sofrendo falam de pranto e dor 

e o sol não se afasta não se ausenta é escaldante

tudo espreita, tudo afaga num abraço docemente

vestindo a areia de espuma ,com  lágrimas de  amor...

 

os passos denunciavam sem querer longos silêncios

que só Deus sabia entender e acarinhava...

dentro dessa alma aflita e perturbada

que corria pela  praia amedrontada...

com ela corriam recordações já tão distantes

que esvoaçavam ao vento ondulantes

como plumas do pensamento incontrolado

como cavalos à solta lado a lado,

que sem freio ninguém pára, nem aguenta

indomáveis ,velozes, quase loucos

e alados subiam a um céu quase estrelado...

 

que denunciam as lágrimas ?...quem lê os passos da dor?...

nada... nada, nem ninguém apenas a dor profunda

da alma que não se acalma ,nem consegue respirar...

dorme em desejos sepultados onde fecunda,

amor e dor, denúncias de  tumular emoção,

onde se julgam aqueles que ébrios ainda tem coração...

junto deles ninguém reza, ninguém coloca flores...

sobre os desejos ninguém fala, não existem orações

nem se podem profanar as nossas almas tão cansadas

nem se podem invocar os  Deuses que estão surdos

aos rogos dolorosos de nossos corações...

 

se aos homens é proibido avançar dentro dum sonho,

onde se guarda então imaculada a  emoção ?

se existe um solo negro e tão agreste que nos fere

onde partido e quase exangue cai cansado o coração...

quebrando as regras do amor ,quebro granito em pedaços

o meu pensamento corre veloz e cria espaços

depois de muito chorar, ajoelho e suplico...

e minhas mãos se estendem e  bailam comovidas

e quando não  podem amar são recolhidas

num sacrário onde oculto, o meu Deus,

sabendo o tamanho da dor de tanto amar,

me permite então dizer adeus...

 

os poemas fluem sem esforço, traduzem todas as dores

e então brincando infantilmente com a vida 

pedem aos  homens que baptizam  seus  amores...

e o amor de mão em mão , soa a desdém 

se alargam  assim os gestos que são de despedida,

que tristemente não  completam mais ninguém...

 

não entendo então, mesmo que queira,

como as luas vão iluminar a noite fria...

pois se o amor adormeceu, já não existe

de modo algum se justificam os luares

nem se justifica que o calor do Sol inclemente,

seque  os pingos de chuva sem querer

pois são eles as lágrimas de dor de toda a gente...

 

entre um sonho e outro assim, se engana a beatitude,

a denúncia de nossos  sentimentos é sincera

como quem num altar coloca paramentos de virtude

onde celebra um ritual de amor e primavera...

onde anjos e demónios convivem sem emoção

sem vergonha de serem consagrados

na elegia da vida, entre graças  e pecados

que Deus absolve por amor, em cada coração ...

 

as distâncias, são cadafalsos que matam o amor

o adeus a fogueira onde vão arder todos os sonhos

e o amor  virginalmente em ascendência

sem mácula consagrado em sua essência,

num lago de paz  translúcido e manso,

vai ao  lugar que lhe é próprio... o coração de Deus...

pois só aí o Amor encontra por fim o  seu descanso...

 

 

lasalete - 6 -09-08 ...   (coisas do fundo da alma)

neste momento eu estou ...: em paz
publicado por lapieta@sapo.pt às 11:17

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a nossa sede na Rua Antero de Quental, nº 806- Porto

desde a inauguração desta casa que os voluntários têm sido um marco de coragem e abnegação




saiba porquê.....


O Coração da Cidade é:

é um espaço de solidariedade universal

com preocupações constantes de actualização

ao serviço permanente da comunidade onde está inserido

de conforto e amparo, servido apenas por voluntariado

onde todos os serviços prestados são e serão sempre gratuitos

promotor do voluntariado e intercâmbio associativo

O Coração da Cidade,

já estendeu a sua acção

a outros espaços do distrito do Porto

criando para o efeito

uma cadeia de Lojas Sociais ,

que lhe permitam

uma maior sensibilização

para o vuntariado

e ao mesmo tempo

detectar

novos focos de pobreza

venha até ao Coração da Cidade

faça-se voluntário

e ajude a servir,

os que mais necessitam de auxílio



CADEIA SOLIDÁRIA um euro uma razão para ajudar o Coração


é o que estamos necessitando neste momento ...

O Coração da Cidade inicou um pedido de ajuda para que seja posivel ultrapassar as suas dificuldades

associe a sua vontade de ajudar á nossa causa e contribua comnosco...

seja um amigo d'O Coração da Cidade

esperamos o seu

ajude-nos a ajudar ...

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