De INCERTO a 23 de Março de 2007 às 20:02
Boa tarde D. Lasalete

Ao ler o seu comentar à caridade dos Homens, fico com a vaga sensação que está a olhar para "quem apenas anda na Terra por ver a cor da bola que gira" e se no que pudermos fazer formos a analisar tudo que nos rodeia.. perdemo-nos na encruzilhada de interesses obscuros e não esqueço que na fortuna da sorte estão emparelhados por uns quantos "hienas" que caçam o que outros labutam com tanto esforço..

Estou solidário com a Senhora, mas não posso concordar que no post escreva o seu ponto de indignação por quem apenas busca na imagem a valentia de ajudar os menos protegidos pela sorte...

Sabemos que as ditas "Misericórdias" são um poço de oportunistas que apenas querem imagem, mas não devemos e nem podemos com tamanha indgnação comentar as suas atitudes.. somos humanos é certo, mas estamos em caminho diferentes dos abutres e a senda de quem está com tamanha obra pelos "outros" é de pedir, pedir e não interessar de onde vem...

Muitas pessoas afastam-se de ajudar alguém em instituições por conhecerem (e não sabemos tudo) que por trás dessas instituições estão como disse abutres...

E porque já fiquei um pouco triste, apenas posso deixar aqui uma mensagem de incentivo de alguém para alguém (nós todos) que tem que caminhar de cabeça erguida e com um sorriso de alma que acalenta quem se aproxima, é difícil , mas tb ninguém disse que ia ser fácil...

"Oportunidade e Essencialidade
Áureo

Vez por outra, surgem situações em que se faz especialmente importante recordarmos a lição de nosso Divino Mestre, quando recomendou aos seus discípulos a prudência das serpentes.

No exercício de nossas tarefas de mordomia, na Seara do Senhor, é particularmente indispensável vigiarmos, para que ideias generosas e preocupações honestas não se transformem, por inoportunidade ou inadequação de abordagem, em pedras de tropeço para programações que se desenvolvem com felicidade e vêm produzindo frutos opimos.

Recordemos que embora o Mestre dos Mestres tudo pudesse ter esclarecido aos homens, directamente e de modo cabal, quando de sua missão terrena, soube atender à oportunidade das circunstâncias e preferiu anunciar, para dias futuros, o Consolador que enviaria para, no tempo certo, tudo explicar minuciosamente.

Devemos ainda ter em mente que o senso de oportunidade não é apenas uma virtude para quem ensina, é também uma obrigação de quem administra.

O Mestre Supremo nos dá sempre a exemplificação de infinita cautela e insuperável capacidade de vigilância, quando permite que cresçam, em nós mesmos, lado a lado, o joio e o trigo, a fim de que uma ceifa prematura não atinja indiscriminadamente a ambos.

A visão lúcida que necessitamos desenvolver nos mostrará, sem maiores dificuldades, como e em que medida poderemos adoptar providências cabíveis e indeclináveis para proteger as boas obras e transformar ou neutralizar as obras más, de forma que a evolução se processe com o mínimo possível de atritos e o máximo possível de bons resultados.

Torna-se cada vez mais urgente que centralizemos nossa visão no essencial, compreendendo que o propósito do bem é sempre o mais importante em nossas lides evangélicas.


Bhaja D. Lasalete e todos dessa CASA GRANDE que é um Palácio de DEUS...
De lapieta@sapo.pt a 24 de Março de 2007 às 12:44
obrigada pela intervenção... mas ... não posso ficar indiferente à situação díspar da riqueza de uns e da pobreza alarmante e desumana dos que estão bem perto de mim.

se todos nós que temos conhecimento do que está a acontecer há séculos nos manifestássemos e exigíssemos que essas fortunas não estivessem paradas mas tivessem o destino de quem as oferece a pobreza no mundo não seria tanta.

quem está à frente da orientação religiosa de muitas almas tem mais obrigação de saber distribuir que outros.

encontramos hoje em dia à luz do dia relatos chocantes de fortunas que estão paradas cujos responsáveis por elas teimam em manter, muito embora o esforço de alguns que com a visão mais alargada têm tentado convertê-las em pecúlio humano para valer exactamente aos mais desprotegidos.

é no sentido de confrontação que a minha alma de vez enquanto tem que gritar bem alto...

é também um direito que me assiste...
não tenho jeito para fazer de conta...
um abraço... lasalete
De INCERTO a 25 de Março de 2007 às 19:03
Boa tarde D. Lasalete .
Ao comentar o seu post , não era critica, mas uma ajuda para suportar as injustiças sociais deste País e foi no sentido de que no caso da Senhora, deve ter mais tacto porque nunca sabemos quem lê o post e precisamos especialmente a Lasalete a ter um certo cuidado. A imagem da Lasalete é a bandeira da casa (Coração da Cidade) e que mesmo sentindo na pele as dificuldades de assistir quem lhe bate no Coração, precisa de saber calar mais e dar a resposta pelo que recebe de muitos (poucos?) o calor humano de quem se sente injustiçado e lembre que qual Irmã em trabalhos de apoio aos desfavorecidos precisa de ter a porta aberta para todos, mesmo as injustiças tendem a entrar.
A experiência da vida nos ensina que devemos ser mais cautelosos nas nossas opiniões que eles sabem que são sinceras, mas que não gostam de ouvir, eles fazem garbo ao que dão e ai de quem tenha (por agora) a coragem de lhes fazer frente, anda muita miséria moral escondida e nessas instituições anda muito "pobre de espírito " em vez de "Pobre pelo espírito ".
Pode crer que lhe escreve quem sente na pele a atitude de enfrentar injustiças de alguns, a prepotência de uns quantos e o desalento de quem não tendo "voz" bate no "Coração" de quem dá mesmo sabendo que é pouco, mas que aprendem que é dado com o desenlevo do carinho activo por "eles".

Como é hábito meu e desculpe, porque é de agrado ler, deixo-lhe aqui uma pequena mensagem que penso vai inteira para a D. Lasalete , não como "critica", mas como um "Mimo" em carinho e força pelo seu esforço (não esquecendo quem a acompanha)...

REINO DE DEUS

Jesus, o Suave Rabi da Galileia , um dia, que se perde na poeira do tempo, deixou um mundo celeste e veio a este Planeta, ainda envolto nas sombras da ignorância, para nos ensinar sobre o reino de Deus.

O objectivo maior da sua vinda foi a implantação do reino de Deus, ou reino dos céus, nos corações dos homens.
Mas, afinal de contas, o que significa esse reino?

Primeiramente, precisamos definir o que é um reino.
E isso é fácil, pois reino nos lembra hierarquia.
Um estado cujo soberano é um rei ou uma rainha.

Há um superior e há súbditos.
Há aquele que orienta e aqueles que seguem as orientações.
No entanto, Jesus afirmou que o reino de Deus está dentro do homem.

Por essa razão, esse reino consiste numa hierarquia de valores e de factos que integram a natureza humana.
Resta-nos, agora, saber quais são os valores que orientam esse nosso reino interno, para saber se estamos construindo o tão almejado reino dos céus, em nossa intimidade.

Para isso basta que observemos nossas atitudes diárias e os valores que se sobressaem em nossas vidas.
Se o soberano que rege nossas acções ainda é o orgulho, o egoísmo, o ciúme, a ambição desmedida, a tola vaidade, não podemos esperar que esse reinado seja de luz.

Se nossos interesses estão voltados, exclusivamente, para o terra-a-terra , para o conforto físico, para o lazer, para a satisfação dos desejos passageiros da carne, estamos construindo um reino sobre a areia ilusória da existência física.

Mas, se nessa hierarquia de valores, as virtudes são soberanas, então o reino de Deus já se instalou em nossa intimidade.

O próprio Cristo afirmou: “meu reino não é deste mundo”.
Com esta afirmativa podemos deduzir que Ele se referia a um reinado diferente.
A um reino celeste construído portas a dentro do próprio coração.

Considerando tudo isso, podemos, desde já, fazer uma análise do nosso império íntimo para saber quem detém o poder.
E, de posse desse balanço sincero, teremos condições de estabelecer a ordem ideal que nos favorecerá na construção desse estado ditoso que tanto desejamos.

Jesus, ao nos incentivar dizendo:
brilhe a vossa luz, assegurou que a acção de acender a luz das virtudes é uma realidade possível a todos.

Mas isto só acontecerá quando as virtudes assumirem a soberania, o poder absoluto sobre as sombras das imperfeições que ainda imperam em nós.
Busquemos estabelecer uma hierarquia de valores reais, capazes de governar com segurança nossa mente, nossas emoções, nosso corpo.

Deixemos que a dignidade, a honradez, a humildade, a justiça e outras virtudes orientem nossos passos, implantando, em definitivo, o reino dos céus nas fibras mais subtis da nossa alma Imortal.

continua...
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