Terça-feira, 27 de Março de 2007

amar a Deus sobre todas as coisas...

 

e ao próximo como a mim mesmo...na doce posição de cooperante do Universo ...

Foi assim que hoje me senti... inviolável e constante perante o amor divino...

Sujeitas às leis de ordem universal, percebi que nada nem ninguém me poderia roubar à ordem instituída ...

Ninguém disse à natureza é preciso mudar a hora ... porém, mal raiaram os primeiros luzeiros da manhã, muito embora o frio que se faz sentir, os pardais aderiram de pronto aos cânticos matinais...

Os eucaliptos dobrados os peso das flores que os enfeitam, balançavam suavemente acompanhando o chilreio ...

O cedro altaneiro e bem disposto pensava que tudo funcionava em sua homenagem e sentia-se feliz... o cheiro da erva solta pelo chão denunciava amor e criatividade mas não pela mão do homem...

Mais além, um bando de melros novos, aparecia, pontilhando de negro cintilante as folhas dos arbustos vizinhos, ensaiando os primeiros passos da dança nupcial... deixando antever que pelos fins da primavera seus filhotes encheriam de sons inconfundíveis as minhas manhãs ...

O frio, contrastava e bem, com o calor que minha alma sentia perante tanta beleza... e eu renovei a certeza de que é mesmo necessário amar a Deus sobre todas as coisas ... mas também ao próximo como a nós mesmos, pois só assim é possível descobrir a natureza na sua mensagem de sublime humildade, cumprindo fielmente o tempo e as ordens divinas...

Assustei-me porém ao perceber que em redor nem tudo estava conforme...

Alguém chorava faminto de amor...

...um homem velho, seminu e encerrado nas suas recordações, espelhava agonia e desconforto à semelhança daqueles, que confundidos porque confundiram a vida e atropelados pela morte, despertam sem despertar e se recolhem ao tugúrio sanguinolento das suas monstruosas recordações...

Como destoava no meio de tanta beleza...

Em toda esta paisagem apenas o elemento humano precisa de cumprir as ordens do Pai Celestial...

Se todos nós pudéssemos pensar como é importante rever cada acto, para que perante ele e no tempo certo, possamos fazer-lhe os reparos correctos, não nos acharíamos assim, como este espírito... trôpego , cego de vingança e seco de presunção daquilo que pensa ainda possuir...

Em tudo o que nos rodeia se descobre a mão divina... e nas coisas que pensamos possuir também... daí que, se assim pensarmos, nos seja mais facíl separarm-nos delas...

Não é de orações ou novenas sem sentido espiritual, que vamos alimentar a humanidade, mas será ensinando a colocar em prática pequenos grandes acertos como : o perdão, a humildade, o desprendimento, a caridade, que funcionará como êmbolo propulsor, que nos imprimirá novo rumo frente às realidades espirituais que nos esperam...

Hoje despertei visualizando diferentes detalhes da natureza e da criação divina e vai para os animais e as plantas a nota máxima do amor e do cumprimento do dever...

Aos homens, cabe ainda e durante muito tempo, aprender qual é o seu  papel no seio da criação... através do halo da vida...

                 lasalete

 

 

neste momento eu estou ...: em paz
publicado por lapieta@sapo.pt às 13:16

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3 comentários:
De INCERTO a 30 de Março de 2007 às 01:26
Boa noite D. Lasalete ...

A razão de escrever neste post e me fez pensar, foi ter recebido hoje uma mensagem que me fez pensar um pouco e serenar...

Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo.. engraçado como por vezes pensamos nos outros e esquecemo é?- nos de nós, esquecemos que tb temos carências, não tantas no sentido do materialismo, porque conhecendo o Espiritismo, sabemos sobreviver apenas com o necessário e o que "outros" acham muito, para quem pensa nas necessidades de quem nada tem, esquece as suas carências... mas o propósito de escrever, foi que ando preocupado e esqueço é?- ce algumas vezes que o "tempo" em muitas situações de espera é o melhor "Amigo" e que não somos donos do tempo, mas apenas vivemos o tempo, tempo esse que nos é dado por Deus para vivermos a vida consoante as nossas necessidades e forjando histórias do quotidiano , esquecemos que o mais importante é o tempo de Deus...

Agradecendo da mesma forma o conteúdo da mensagem recebida, espero que aceite o meu contributo escrito aqui com uma História que deve ser conhecida da D. Lasalete que se intitula "FARDOS"...

É grande e vou mandar toda por partes...

"FARDOS"

- Que vida é essa?
Quanto mais rezo, mais decepções tenho?
Por que o meu fardo é tão pesado?

Eu bati com força na porta do quarto e me apoiei nela.
- O que mais poderá acontecer? Me perguntei.
Joguei é?- me na cama e me afundei nela, apertando o travesseiro nos meus ouvidos para tentar silenciar o barulho da minha existência.

- Deixe - me dormir. Não aguento mais... Gritei para Deus!

Com uma profunda dor - aquela que dilacera as fibras mais subtis d'alma - eu tentei me levar para um estado de inconsciência, para aceitar a escuridão que tinha se apoderado de mim.
Assim que recuperei a consciência uma luz me envolveu.
Eu procurei a fonte dessa luz e vi uma figura de um homem em pé diante de uma cruz.

- Minha filha, por que ainda não acreditas em mim? A pessoa me perguntou.
- Como não acredito!? Passo minha vida rezando, implorando... e...
- Nada acontece? - Continua Ele a minha frase inacabada -
- Senhor, eu sinto muito, mas... Eu não posso mais...
Estou me entregando... Leve - me para teus braços...
Só no descanso eterno terei paz...
Você mesmo pode ver o quão difícil está sendo pra mim.
Olhe só para o fardo que eu tenho em minhas costas.
Eu simplesmente não posso mais carregá - lo.
Tudo parece desmoronar de uma só vez...
Problemas financeiros, problemas de relacionamentos...
É só problemas que não acabam mais!

- Mas eu não lhe disse para colocar todos os seus fardos em mim? Eu me importo com você!
- Ah ! Eu sabia que você ia dizer isso.
Mas por que o meu tem que ser tão pesado?
Você vai pagar minhas contas?
Porque tudo parece acontecer comigo.
Pôxa! Eu tenho fé, mas está vacilando.

- Minha filha, todas as pessoas tem um fardo.
Talvez você gostasse de tentar um diferente ?
- É? Quem sabe!

Então, Ele apontou vários fardos que estavam aos seus pés.
- Sim, você pode escolher qualquer um desses.
Todos pareciam ser do mesmo tamanho.

Mas cada um tinha um nome.
- Esse é o de Joana, eu disse.
Joana era casada com um empresário bem sucedido.
Ela vivia em uma bela casa tinha um casal de filhos e pagava a faculdade mais cara da cidade para eles.
Algumas vezes ela me deu boleia até a Igreja quando o meu carro estava quebrado, para variar.
Ela não devia ter problemas para pagar suas contas, não

- Vou experimentar esse!
Apesar do fardo de Joana estar ali, nos pés da cruz, não poderia ser difícil carregar o fardo dela, eu pensei.
O Senhor retirou o meu fardo e colocou o de Joana nos meus ombros.
Eu caí de joelhos devido ao peso.

- Tire isso de mim! O que o faz ser tão pesado?
- Olhe dentro do fardo.
Eu desamarrei as tiras e abri o topo.

Dentro havia uma foto da sogra de Joana, e quando eu a peguei ela começou a falar:
- Joana você nunca vai ser boa o bastante para o meu filho, ele nunca devia ter casado com você...
Eu rapidamente joguei a foto dentro do saco e tirei outra.
Era João, filho mais velho de Joana.
O seu corpo estava tão enfaixado devido a tantas cirurgias que ele havia sofrido e, mesmo assim, não tinha resolvido por completo o problema da paralisia infantil.
A terceira foto era da irmã de Joana, que perdeu seu filho de apenas 20 anos de câncer.

continua
De INCERTO a 30 de Março de 2007 às 01:28
continua..

- Eu vejo porque o fardo dela é tão pesado, Senhor.
Mas ela está sempre sorrindo e ajudando os outros...
Eu não imaginei...

- Você gostaria de tentar outro? Ele me perguntou mansamente.
Eu testei vários.

O de Paula era muito pesado.
Ela estava criando 3 filhos, uma temporona, sem um tostão; o marido, já na casa dos seus 50 anos, aposentado com uma miséria e desempregado...
O de Sonia também: uma infância de abusos sexuais e um casamento de abusos emocionais.
Quando eu vi o de Rute eu nem tentei.
Eu sabia que eu encontraria artrite, velhice, a necessidade de um emprego pesado, um marido amado em um hospital.

- Todos são muito pesado, Senhor, eu disse. - Me devolva o meu.
Assim que eu levantei a minha carga tão familiar, ela me pareceu muito mais leve do que todos os outros.
- Vamos olhar o que tem dentro - Ele disse.

Eu me virei fechando o fardo.
- Não é uma boa idéia, deixa pra lá - eu disse.
- Porquê?
-Tem um monte de besteira aqui.
- Deixe me ver...

O doce trovejar de sua voz me fez abrir o meu fardo.
Ele tirou um tijolo de dentro.
- Fale-me sobre este.

- Senhor você sabe! É o dinheiro.
Eu sei que sofremos como muitas outras pessoas.
Mas quando as crianças ficam doentes, nós nem sempre podemos levá-las ao médico.
E eu estou cansada de vesti-los com roupas ajustadas, eles nunca reclamam de nada, isso me pesa ainda mais!
As contas?
Não estamos conseguindo pagar, é muita dificuldade!

- Minha filha, eu vou suprir todas as suas necessidades, cada uma há seu tempo...
E, quanto aos seus filhos, eu os dei corpos sadios.
Eu vou ensiná-los que roupas caras não é o que faz uma pessoa realmente de valor.

Então ele tirou a figura de uma família.
-É isso? Ele perguntou.
- Minha família -meus pais e irmãos - Eu abaixei a cabeça com vergonha de chamar a minha família de "fardo".

- Mas, Senhor, reclamam de tudo, tenho que correr com eles pra cima e pra baixo.
Nunca estão contentes, só há cobranças:
-Porque não veio ontem ? Vai vir amanhã ?
Você não liga mesmo para família, se esqueceu de nós.
Senhor eu não consigo mais suportar, qualquer hora perco a paciência.

- Minha filha, - Ele disse - se você acredita em mim, eu vou renovar as suas forças, se você me permitir eu vou cobri-la com meu Espírito, eu vou dar-lhe o dom da paciência.
Ele então retirou algumas pedrinhas do meu fardo.

-Sim, Senhor - eu disse - essas são pequenas, mas não tem mais importância na minha vida.
Eu detesto o meu cabelo.
Ele é crespo e não consigo fazer com que ele fique legal.
Eu estou acima do peso e não consigo emagrecer.
Eu detesto tudo em mim.
Mas, para onde quero ir agora, não preciso de um corpo!

-Minha filha, as pessoas olham pra você e vêem o seu exterior.
Eu vejo o seu coração.
A sua beleza não deve vir de fora.
Ao contrário ela deve vir de dentro de você, a beleza que não desbota, de um gentil e calmo espírito, que tem um valor enorme aos meus olhos.
E eu preciso de você assim!

O meu fardo agora parecia mais leve do que antes.
- Eu acho que eu posso suportá-lo agora.
- Tem mais. Ele disse. Passe-me aquele último tijolo.

- Você não precisa tirar esse, eu posso suportar.
- Minha amada filha, me dê o tijolo.
Novamente sua voz me levou a fazê-lo.
Ele estendeu a mão e pela primeira vez eu vi sua horrível chaga.

- Senhor, mas esse tijolo é tão nojento, tão repugnante, tão...
Senhor!
O que aconteceu com suas mãos?
Elas estão feridas!

Não mais olhando para o meu fardo, eu olhei pela primeira vez para a sua face.
Em sua testa havia cicatrizes - como se alguém houvesse enfiado espinhos em sua carne.
- Senhor!! -eu sussurrei- O que aconteceu a você ?

Os olhos Dele, cheios de amor alcançaram minha alma.
- Minha filha, você sabe. Passe-me esse tijolo, ele me pertence. Eu o comprei.
- Como?
- Com o meu Sangue.
- Mas porquê Senhor?
- Por que eu a amo com um amor sem fim.
- Passe-me o tijolo agora!

Eu coloquei o tijolo nojento nas mãos feridas Dele.
Ele contém toda a sujeira e mal da minha vida: meu orgulho, meu egoísmo, minha falta de humildade, e a depressão que me ronda, disfarço bem pra ninguém perceber, aí o sofrimento aumenta.
Ele se voltou para a cruz e atirou o tijolo na poça de sangue que existia aos pés dela...

- Agora, minha filha, você deve voltar a viver.
Eu estarei sempre com você.

continua..
De INCERTO a 30 de Março de 2007 às 01:32
continua...

Quando você tiver algum problema, me chame e eu a ajudarei, mostrando-lhe caminhos que você nunca imaginou.

Eu me adiantei pra pegar o meu fardo.
- Você pode deixá-lo aqui se quiser.
Você vê todos esses fardos?
Esses são aqueles que algumas pessoas deixaram aos meus pés. Joana, Paula, Débora, Rute...
Se você deixar o seu fardo aqui eu o carregarei para você.
Lembre-se meu jugo é suave e meu fardo é leve.

Assim que eu deixei o meu fardo com Ele, a luz começou a diminuir.
Mas eu ainda pude ouvi-lo dizer:
- Eu nunca vou deixá-la, nunca a esquecerei nem a abandonarei.

E uma paz inexplicável encheu minha alma..."

Ao "ler" a mensagem recebida, e relendo, pensei no meu problema e segui o conselho recebido, deixar o tempo ajudar, deixar o tempo nas "Mãos Deus" e esperar porque precisamos de aprender a esperar...

Boa Noite D. Lasalete e Bhaja pelo recado dado, porque pode acreditar e eu acredito que nada acontece por acaso e por vezes estamos aonde "Deus" quer que estejamos...

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