3 comentários:
De INCERTO a 30 de Março de 2007 às 01:26
Boa noite D. Lasalete ...

A razão de escrever neste post e me fez pensar, foi ter recebido hoje uma mensagem que me fez pensar um pouco e serenar...

Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a mim mesmo.. engraçado como por vezes pensamos nos outros e esquecemo é?- nos de nós, esquecemos que tb temos carências, não tantas no sentido do materialismo, porque conhecendo o Espiritismo, sabemos sobreviver apenas com o necessário e o que "outros" acham muito, para quem pensa nas necessidades de quem nada tem, esquece as suas carências... mas o propósito de escrever, foi que ando preocupado e esqueço é?- ce algumas vezes que o "tempo" em muitas situações de espera é o melhor "Amigo" e que não somos donos do tempo, mas apenas vivemos o tempo, tempo esse que nos é dado por Deus para vivermos a vida consoante as nossas necessidades e forjando histórias do quotidiano , esquecemos que o mais importante é o tempo de Deus...

Agradecendo da mesma forma o conteúdo da mensagem recebida, espero que aceite o meu contributo escrito aqui com uma História que deve ser conhecida da D. Lasalete que se intitula "FARDOS"...

É grande e vou mandar toda por partes...

"FARDOS"

- Que vida é essa?
Quanto mais rezo, mais decepções tenho?
Por que o meu fardo é tão pesado?

Eu bati com força na porta do quarto e me apoiei nela.
- O que mais poderá acontecer? Me perguntei.
Joguei é?- me na cama e me afundei nela, apertando o travesseiro nos meus ouvidos para tentar silenciar o barulho da minha existência.

- Deixe - me dormir. Não aguento mais... Gritei para Deus!

Com uma profunda dor - aquela que dilacera as fibras mais subtis d'alma - eu tentei me levar para um estado de inconsciência, para aceitar a escuridão que tinha se apoderado de mim.
Assim que recuperei a consciência uma luz me envolveu.
Eu procurei a fonte dessa luz e vi uma figura de um homem em pé diante de uma cruz.

- Minha filha, por que ainda não acreditas em mim? A pessoa me perguntou.
- Como não acredito!? Passo minha vida rezando, implorando... e...
- Nada acontece? - Continua Ele a minha frase inacabada -
- Senhor, eu sinto muito, mas... Eu não posso mais...
Estou me entregando... Leve - me para teus braços...
Só no descanso eterno terei paz...
Você mesmo pode ver o quão difícil está sendo pra mim.
Olhe só para o fardo que eu tenho em minhas costas.
Eu simplesmente não posso mais carregá - lo.
Tudo parece desmoronar de uma só vez...
Problemas financeiros, problemas de relacionamentos...
É só problemas que não acabam mais!

- Mas eu não lhe disse para colocar todos os seus fardos em mim? Eu me importo com você!
- Ah ! Eu sabia que você ia dizer isso.
Mas por que o meu tem que ser tão pesado?
Você vai pagar minhas contas?
Porque tudo parece acontecer comigo.
Pôxa! Eu tenho fé, mas está vacilando.

- Minha filha, todas as pessoas tem um fardo.
Talvez você gostasse de tentar um diferente ?
- É? Quem sabe!

Então, Ele apontou vários fardos que estavam aos seus pés.
- Sim, você pode escolher qualquer um desses.
Todos pareciam ser do mesmo tamanho.

Mas cada um tinha um nome.
- Esse é o de Joana, eu disse.
Joana era casada com um empresário bem sucedido.
Ela vivia em uma bela casa tinha um casal de filhos e pagava a faculdade mais cara da cidade para eles.
Algumas vezes ela me deu boleia até a Igreja quando o meu carro estava quebrado, para variar.
Ela não devia ter problemas para pagar suas contas, não

- Vou experimentar esse!
Apesar do fardo de Joana estar ali, nos pés da cruz, não poderia ser difícil carregar o fardo dela, eu pensei.
O Senhor retirou o meu fardo e colocou o de Joana nos meus ombros.
Eu caí de joelhos devido ao peso.

- Tire isso de mim! O que o faz ser tão pesado?
- Olhe dentro do fardo.
Eu desamarrei as tiras e abri o topo.

Dentro havia uma foto da sogra de Joana, e quando eu a peguei ela começou a falar:
- Joana você nunca vai ser boa o bastante para o meu filho, ele nunca devia ter casado com você...
Eu rapidamente joguei a foto dentro do saco e tirei outra.
Era João, filho mais velho de Joana.
O seu corpo estava tão enfaixado devido a tantas cirurgias que ele havia sofrido e, mesmo assim, não tinha resolvido por completo o problema da paralisia infantil.
A terceira foto era da irmã de Joana, que perdeu seu filho de apenas 20 anos de câncer.

continua
De INCERTO a 30 de Março de 2007 às 01:28
continua..

- Eu vejo porque o fardo dela é tão pesado, Senhor.
Mas ela está sempre sorrindo e ajudando os outros...
Eu não imaginei...

- Você gostaria de tentar outro? Ele me perguntou mansamente.
Eu testei vários.

O de Paula era muito pesado.
Ela estava criando 3 filhos, uma temporona, sem um tostão; o marido, já na casa dos seus 50 anos, aposentado com uma miséria e desempregado...
O de Sonia também: uma infância de abusos sexuais e um casamento de abusos emocionais.
Quando eu vi o de Rute eu nem tentei.
Eu sabia que eu encontraria artrite, velhice, a necessidade de um emprego pesado, um marido amado em um hospital.

- Todos são muito pesado, Senhor, eu disse. - Me devolva o meu.
Assim que eu levantei a minha carga tão familiar, ela me pareceu muito mais leve do que todos os outros.
- Vamos olhar o que tem dentro - Ele disse.

Eu me virei fechando o fardo.
- Não é uma boa idéia, deixa pra lá - eu disse.
- Porquê?
-Tem um monte de besteira aqui.
- Deixe me ver...

O doce trovejar de sua voz me fez abrir o meu fardo.
Ele tirou um tijolo de dentro.
- Fale-me sobre este.

- Senhor você sabe! É o dinheiro.
Eu sei que sofremos como muitas outras pessoas.
Mas quando as crianças ficam doentes, nós nem sempre podemos levá-las ao médico.
E eu estou cansada de vesti-los com roupas ajustadas, eles nunca reclamam de nada, isso me pesa ainda mais!
As contas?
Não estamos conseguindo pagar, é muita dificuldade!

- Minha filha, eu vou suprir todas as suas necessidades, cada uma há seu tempo...
E, quanto aos seus filhos, eu os dei corpos sadios.
Eu vou ensiná-los que roupas caras não é o que faz uma pessoa realmente de valor.

Então ele tirou a figura de uma família.
-É isso? Ele perguntou.
- Minha família -meus pais e irmãos - Eu abaixei a cabeça com vergonha de chamar a minha família de "fardo".

- Mas, Senhor, reclamam de tudo, tenho que correr com eles pra cima e pra baixo.
Nunca estão contentes, só há cobranças:
-Porque não veio ontem ? Vai vir amanhã ?
Você não liga mesmo para família, se esqueceu de nós.
Senhor eu não consigo mais suportar, qualquer hora perco a paciência.

- Minha filha, - Ele disse - se você acredita em mim, eu vou renovar as suas forças, se você me permitir eu vou cobri-la com meu Espírito, eu vou dar-lhe o dom da paciência.
Ele então retirou algumas pedrinhas do meu fardo.

-Sim, Senhor - eu disse - essas são pequenas, mas não tem mais importância na minha vida.
Eu detesto o meu cabelo.
Ele é crespo e não consigo fazer com que ele fique legal.
Eu estou acima do peso e não consigo emagrecer.
Eu detesto tudo em mim.
Mas, para onde quero ir agora, não preciso de um corpo!

-Minha filha, as pessoas olham pra você e vêem o seu exterior.
Eu vejo o seu coração.
A sua beleza não deve vir de fora.
Ao contrário ela deve vir de dentro de você, a beleza que não desbota, de um gentil e calmo espírito, que tem um valor enorme aos meus olhos.
E eu preciso de você assim!

O meu fardo agora parecia mais leve do que antes.
- Eu acho que eu posso suportá-lo agora.
- Tem mais. Ele disse. Passe-me aquele último tijolo.

- Você não precisa tirar esse, eu posso suportar.
- Minha amada filha, me dê o tijolo.
Novamente sua voz me levou a fazê-lo.
Ele estendeu a mão e pela primeira vez eu vi sua horrível chaga.

- Senhor, mas esse tijolo é tão nojento, tão repugnante, tão...
Senhor!
O que aconteceu com suas mãos?
Elas estão feridas!

Não mais olhando para o meu fardo, eu olhei pela primeira vez para a sua face.
Em sua testa havia cicatrizes - como se alguém houvesse enfiado espinhos em sua carne.
- Senhor!! -eu sussurrei- O que aconteceu a você ?

Os olhos Dele, cheios de amor alcançaram minha alma.
- Minha filha, você sabe. Passe-me esse tijolo, ele me pertence. Eu o comprei.
- Como?
- Com o meu Sangue.
- Mas porquê Senhor?
- Por que eu a amo com um amor sem fim.
- Passe-me o tijolo agora!

Eu coloquei o tijolo nojento nas mãos feridas Dele.
Ele contém toda a sujeira e mal da minha vida: meu orgulho, meu egoísmo, minha falta de humildade, e a depressão que me ronda, disfarço bem pra ninguém perceber, aí o sofrimento aumenta.
Ele se voltou para a cruz e atirou o tijolo na poça de sangue que existia aos pés dela...

- Agora, minha filha, você deve voltar a viver.
Eu estarei sempre com você.

continua..
De INCERTO a 30 de Março de 2007 às 01:32
continua...

Quando você tiver algum problema, me chame e eu a ajudarei, mostrando-lhe caminhos que você nunca imaginou.

Eu me adiantei pra pegar o meu fardo.
- Você pode deixá-lo aqui se quiser.
Você vê todos esses fardos?
Esses são aqueles que algumas pessoas deixaram aos meus pés. Joana, Paula, Débora, Rute...
Se você deixar o seu fardo aqui eu o carregarei para você.
Lembre-se meu jugo é suave e meu fardo é leve.

Assim que eu deixei o meu fardo com Ele, a luz começou a diminuir.
Mas eu ainda pude ouvi-lo dizer:
- Eu nunca vou deixá-la, nunca a esquecerei nem a abandonarei.

E uma paz inexplicável encheu minha alma..."

Ao "ler" a mensagem recebida, e relendo, pensei no meu problema e segui o conselho recebido, deixar o tempo ajudar, deixar o tempo nas "Mãos Deus" e esperar porque precisamos de aprender a esperar...

Boa Noite D. Lasalete e Bhaja pelo recado dado, porque pode acreditar e eu acredito que nada acontece por acaso e por vezes estamos aonde "Deus" quer que estejamos...

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