Terça-feira, 10 de Abril de 2007

A LENDA DO DINHEIRO

 

                 Conta-se que, no princípio do mundo, o Senhor entrou em dificuldades no desenvolvimento da obra terrestre, porque os homens se entregaram a excessivo repouso. Ninguém se animava a trabalhar.

                Terra solta amontoava-se aqui e ali. Minerais variados estendiam-se ao léu. Águas estagnadas apareciam em toda parte.

                O Divino Organizador pretendia erguer lares e templos, educandários e abrigos diversos, mas... com que braços? Os homens e as mulheres da Terra, convidados ao suor da edificação por amor, respondiam: - "para quê?" E comiam frutos silvestres, perseguiam animais para devorá-los e dormiam sob as grandes árvores. Após reflectir muito, o Celeste Governador criou o dinheiro, adivinhando que as criaturas, presas da ignorância, se não sabiam agir por amor, operariam por ambição. E assim aconteceu.

                Tão logo surgiu o dinheiro, a comunidade fragmentou-se em pequenas e grandes facções, incentivando-se a produção de benefícios gerais e de valores imaginativos. Apareceram candidatos a toda espécie de serviços.

                O primeiro deles pediu ao Senhor permissão para fundar uma grande olaria. Outro requereu meios de pesquisar os minérios pesados de maneira a transformá-los em utensílios. Certo trabalhador suplicou recursos para aproveitamento de grandes áreas na exploração de cereais. Outro ainda implorou empréstimo para produzir fios, de modo a colaborar no aperfeiçoamento do vestuário. Servidores de várias procedências vieram e solicitaram auxílio financeiro destinado à criação de remédios.

                 O Senhor a todos atendeu com alegria. Em breve, olarias e lavouras, teares rústicos e oficinas rudimentares se improvisaram aqui e acolá, desenvolvendo progresso amplo na inteligência e nas coisas. Os homens, ansiosamente procurando o dinheiro, a fim de se tornarem mais destacados e poderosos entre si, trabalhavam sem descanso, produzindo tijolos, instrumentos agrícolas, máquinas, fios, óleos, alimento abundante, agasalho, calçados e inúmeras invenções de conforto, e, assim, a terra menos proveitosa foi removida, as pedras aproveitadas e os rios canalizados convenientemente para a irrigação; os frutos foram guardados em conserva preciosa; estradas foram traçadas de norte a sul, de leste a oeste e as águas receberam as primeiras embarcações.

                   Toda gente perseguia o dinheiro e guerreava pela posse dele. Vendo, então, o Senhor que os homens produziam vantagens e prosperidade, no anseio de posse, considerou, satisfeito: - Meus filhos da Terra não puderam servir por amor, em vista da deficiência que, por enquanto, lhes assinala a posição; todavia, o dinheiro estabelecera benéficas competições entre eles, em benefício da obra geral. Reterão provisoriamente os recursos que me pertencem e, com a sensação da propriedade, improvisarão todos os produtos materiais de que o aprimoramento do mundo necessita. Esta é a minha Lei de Empréstimo que permanecerá assentada no Céu. Cederei possibilidades a quantos mo pedirem, de acordo com as exigências do aproveitamento comum; todavia, cada beneficiário apresentar-me-á contas do que houver despendido, porque a Morte conduzi-los-á, um a um, à minha presença.

                    Este decreto divino funcionará para cada pessoa, em particular, até que meus filhos, individualmente aprendam a servir por amor à felicidade geral, livres do grilhão que a posse institui.         

                    Desde então, a maioria das criaturas passou a trabalhar por dedicação ao dinheiro, que é de propriedade exclusiva do Senhor, da aplicação do qual cada homem e cada mulher prestarão contas a Ele mais tarde.

 

Francisco Cândido Xavier, . da obra: Alvorada Cristã.

Ditado pelo Espírito Neio Lúcio.

neste momento eu estou ...: em paz
publicado por lapieta@sapo.pt às 08:38

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2 comentários:
De jorge aguiar a 11 de Abril de 2007 às 16:03
Porque o Senhor nos deixa ser rão "tolinhos" ???!!!
De INCERTO a 13 de Abril de 2007 às 17:49
Boa Tarde D. Lasalete.

A propósito deste tema, que embora contada como lenda, sabemos o quanto tem de verdade, que apesar de sermos materialistas todos temos necessidades e muitos usam essa necessidade como "eu preciso" "eu quero" ter dinheiro porque só assim é que me sinto realizado...
Mas isso é mais com a evolução do individuo que ainda vive agarrado aos tesouros que pensam levar quando partirem.

A procura de "TER" faz com que muitos individuos esqueçam a forma do dinheiro e esqueçam o conteúdo do mesmo, os objectivos, as necessidades e vivam em sintonia com a "vaidade", o "orgulho" e a "posse".

esquecemo-nos tantas vezes do "SER" em deterimento do "TER", mas na sociedade consumista nada conseguimos sem o "dinheiro" que nos escraviza, que nos faz esquecer o essencial que é viver em PAZ e não podemos esquecer que muitos(?) só se realizam na posse e não no despreendimento e quantos sabemos que misturam a história da razão da posse do "dinheiro" que lhes foi facultado por momentos (enquanto estiverem reencarnados) para distribuir e na máxima dos pobres de espirito, misturam, quando deviam ser "Pobres pelo Espirito"...

A propósito deste tema, peço que me deixe colocar aqui uma mensagem ditada pelo "Espirito de Joana de Angelis"

Libertação

A finalidade precípua e mais importante da reencarnação diz respeito ao processo de auto-iluminação do Espírito.

Herdeiro de suas próprias experiências mantém atavismos negativos que o retêm nas paixões perturbadoras, aturdindo-se com freqüência, na busca frenética do prazer e da posse.
Como conseqüência, as questões espirituais permanecem-lhe em plano secundário, em conceder-se ensejo de crescimento libertador.

Indispensável que se criem as condições favoráveis ao desenvolvimento dos seus valores éticos e espirituais que não devem ser postergardos.
Somente através desse esforço - que é o empenho consciente para o auto-encontro, o denodo para romper com as amarras selvagens da ignorância, da acomodação, da indiferença - que o logro se torna possível.

Há pessoas que detestam a solidão, afirmando que esta lhes produz depressão e angústia, sensação de abandono e de infelicidade.

Outras, no entanto, buscam-na como terapia indispensável ao refazimento das forças exauridas, caminho seguro para o reexame de atitudes, para a reflexão em torno dos acontecimentos da vida.

A solidão, todavia, não é boa nem má. Os valores dela defluentes são sentidos de acordo com o estado de espírito de cada ser.

O silêncio produz em alguns indivíduos melancolia e medo.
Parece sugerir-lhes um abismo apavorante, ameaçador.

Em outras pessoas, faculta a paz, o processo de readaptação ao equilíbrio, abrindo espaço para o auto-conhecimento.

O silêncio, no entanto, não é positivo ou negativo.
Conforme o estado íntimo de cada um, ele propicia o que se faz necessário à paz, à alegria.

Muitos homens se atiram afanosamnente pela conquista do dinheiro, nele colocando todas as aspirações da vida como sendo a meta única a alcançar.
Fazem-se, até mesmo, onzenários.

Inúmeros outros, todavia, não lhe dão maior valor, desperdiçando-o com frivolidade, esbanjando-o sem consideração.
Terminam, desse modo, na estroinice, na miséria econômica.

O dinheiro, entretanto, não é essencial ou secundário na vida.
Vale pelo que pode adquirir e segundo a consideração de que se reveste transitoriamente.

É indispensável que inicies o processo da tua libertação quanto antes.

Faze um momento habitual de solidão, onde quer que te encontres. Não é necessário que fujas do mundo, porém que consigas um espaço mental e doméstico para exercitares abandono pessoal e aí fazeres silêncio, meditando em paz.

Não digas que o tempo não te faculta ocasião.

Renuncia a alguma tarefa desgastante, a alguma recreação exaustiva, ao tempo que dedicas ao espairecimento saturador e aplica-o à solidão.

Nesse espaço, isola-te e silencia.

Deixa que a meditação refunda os teus valores íntimos e logre libertar-te das paixões escravizantes.

Considera o dinheiro e todos os demais valores como instrumentos para finalidades próximas, cuidando daqueloutros de sabor eterno e plenificador, que se te fazem essenciais para o êxito na tua jornada atual, a tua auto-iluminação libertadora.

Joanna de Ângelis"

Grande a mensagem - bom fim de semana

INCERTO
(um Amigo)

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