De Fernando Correia a 6 de Maio de 2007 às 14:37
Olá minha mãe
Ainda há pouco lhe deixei um ramo de flores, com uma mensagem, que em poucas palavras lhe dizia o quanto lhe quero...agora fui desafiado por uma grande senhora, a deixar aqui uma mensagem e, porque não sou preguiçoso, venho deixar aqui a mensagem de alguém, que amava tanto a sua mãe, como eu creio, todos os filhos amam, mas não o sabem exprimir por palavras...

escrita por Monsenhor Ramon Angel Lara.

Há uma mulher que tem algo de Deus, pela imensidade do seu amor, e muito de Anjo pela incansável solicitude dos seus cuidados; uma mulher que sendo jovem tem a reflexão duma anciã e na velhice trabalha com o vigor da juventude; uma mulher, que se é ignorante, descobre os segredos da vida com mais acerto que um sábio, e, se é instruída se acomoda à simplicidade das crianças; uma mulher que sendo pobre, se satisfaz com a felicidade daqueles que ama e, sendo rica, daria com gosto o seu tesouro, para em seu coração não sofrer a ferida da ingratidão; uma mulher que sendo vigorosa, treme com o gemido de um pequenino e, sendo débil assume às vezes a bravura de um leão; uma mulher que, enquanto vive não a sabemos estimar, porque a seu lado todas as dores se esquecem, mas, depois de morta, daríamos tudo o que somos e tudo o que temos para a ver de novo um só instante, para receber dela um só abraço, para escutar uma só palavra dos seus lábios.
Dessa mulher não me exijais o nome, se não quereis que cubra de lágrimas o vosso álbum, porque já a vi passar no meu caminho.
Quando crescerem os vossos filhos, lêde-lhes esta página, e, eles cobrindo de beijos a vossa face vos dirão que um humilde peregrino, em paga da sumptuosa estalagem recebida, deixou aqui, para vós e para eles, um esboço do retrato de sua Mãe.
Fernando Correia
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