De zélia neno a 10 de Maio de 2007 às 23:34
O título “Dar de graça o que de graça recebemos”, para além do conteúdo da mensagem, deve-nos fazer reflectir seriamente sobre o nosso posicionamento nesta vida pela qual estamos passando num corre-corre diário, quase não nos permitindo activar todo o amor que Deus colocou em nossos corações e ao nosso dispor para usar e abusar, já que só através de uma doação constante desse amor é possível evoluir e crescer como seres humanos e dar intensidade e alegria à nossa Vida. Contudo nunca devemos ficar à espera de um retorno, nem que seja na forma de uma palavra graciosa, mas sim e tão somente ficar com a sensação do dever cumprido.

Só que, muitas vezes nem damos conta que nada fazemos para distribuir essa forma de amor pelo nosso próximo, o que se torna moralmente grave para nós mesmos, pois até temos alguma disponibilidade de prestar ajuda, qualquer que seja o carácter e ramo em que ela possa ser efectuada e nós não decidimos sair do nosso cómodo “casulo” para a colocar ao alcance de quem dela tanto necessita.

Quando alguém dá a sua quota-parte possível, seja grande ou pequena, de certo se sente um contribuinte feliz, ajudando a fazer deste mundo um mundo um pouco melhor e, no final do dia antes do adormecer, pode dizer: - Obrigada Senhor, por tudo o que hoje pude usufruir e pelo mais que ainda pude repartir.

Em sequência, recordo um poema que passo a transcrever, cujo titulo é :

“ AMANHECER “

Ao acordarmos todos os dias pelo amanhecer
Devemos contemplar o mundo, pois ele é belo.

Tudo que Deus Criador nos entrega
Não coloca preço, tudo nos dá de graça.
Muitas vezes não sabemos aproveitar
Nem agradecer e nem sequer cuidar,
Tão-somente entregar ao bichinho da traça.

Um livro se escreve ao longo das nossas vidas
Feitas de dias nos quais vivemos a nossa história,
A nossa face se reflecte na sua capa
E nas suas páginas, a nossa desgraça e glória.

Mas sempre vamos pedindo misericórdia a Deus
Pois sabemos que continuamos a ser filhos seus,
ELE não nos abandona, mesmo nós fazendo coisas erradas
Neste labirinto de tão variadas tarefas,
Geralmente por nós muito mal executadas.

Que em cada amanhecer nos recordemos
Das dádivas que recebemos pela Sua mão
Tentemos ser mais gratos e generosos
Pois por todas elas nunca pagamos sequer um tostão.

Zélia


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