De Fernando Correia a 16 de Julho de 2007 às 15:31
Olá, D. Lasalete

Tem muita razão, ao Domingo (pelo menos) não se devia chorar...também penso assim...

Ontem a minha mãe estava triste; chovia muito e por isso ela não podia sair para ir à missa e, ao mesmo tempo conviver com as suas amiguinhas...eu sei, que é assim...dois em um...

Animei-a o melhor que pude...perguntou-me pela minha tia, (cunhada dela) e, que faleceu a semana passada...menti-lhe e preparei-a para o pior...

Falei para uma pessoa amiga, e também ela estava como o tempo...triste...não consegui animá-la...está na fossa...

Cheguei a casa e, lembrei-me de procurar uns discos muito antigos, do tempo em que os meus filhos eram crianças; lá encontrei o que queria: - o FUNGAGÁ DA BICHARADA, a HEIDI, um disco da pequenina ARMANDA, os QUEIJINHOS FRESCOS e muitos outros que me fizeram recuar no tempo e, até a minha mulher quando os ouviu saiu do seu marasmo e entrou na sala a dançar ao som da música arranhada, porque de facto os CDs têm uma qualidade que o vinil não tem, mas a nossa memória retém fragmentos, junta-os e de repente, sem pagar bilhete, aí estamos nós a fazer uma viagem...que bom...e, isto tudo porque como habitualmente a minha filha o meu genro e a minha neta Mafalda, vinham almoçar e passar algum tempo connosco...

em relação à música, devo dizer que ligaram mais os adultos do que a pequenita Mafalda...que nunca está quieta, só quer subir e descer escadas, ligar o computador, tirar as recordações (com íman que estão na porta do frigorífico) dos sítios por onde vou passando e...a cada peça que pega vai perguntando, o que é isto? - ao que nós com a nossa paciência de avós, vamos respondendo...

mas o que me traz a esta página hoje, é a ternura desta criança e a relação com a frase "o céu não chora ao domingo"...

a meio da tarde, estava a Mafalda nas suas brincadeiras (gosta de fazer ginástica) e, saltava da cama para o chão a pés juntos e, nunca mais parava...a certa altura apeteceu-me deitar sobre a cama por cima da roupa...e, então ela resolveu, surpreender-me e com muita ternura ia dizendo...vovô, fecha os olhinhos, - eu assim fazia, ela beijava-me os olhos, isto inúmeras vezes...mal eu os abria, lá voltava ela...vovô, fecha os olhinhos...

OS NETOS TRAZEM-NOS O CÉU, NA CANDURA DAS SUAS ATITUDES...

SÃO ANJOS, QUE O SENHOR PÕE À NOSSA GUARDA E, QUE NOS GUARDAM E GUIAM...

Quando se despediu, com a sua mãozinha pequenina, ia atirando beijinhos...

Uma boa semana para a D. Lasalete e para os voluntários do "Coração"

Fernando Correia

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