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De Mª Glória a 21 de Setembro de 2007 às 22:16
"SOLIDARIEDADE" E "CARIDADE"

Li num jornal destes dias
que alguém, ligado a uma Liga de Amigos de um hospital, disse qualquer coisa como isto:
Que não lhe interessavam gestos de caridade,
mas os gestos de solidariedade, esses sim.
As palavras não seriam estas exactamente, mas a ideia de fundo era essa: a subvalorização da caridade
e a sobrevalorização da solidariedade.
É, de resto, um dos modismos que anda no ar na nossa terra.
Ouve-se e adivinha-se em entrevistas e declarações que por aí aparecem.
Como se toda a caridade, a verdadeira,
não fosse um gesto - o supremo gesto - de solidariedade;
ou como se a simples solidariedade tivesse categoria e qualidades bastantes, por si,
para chegar a ser um acto de caridade.
Os que se demarcam tão obstinadamente da caridade para afirmar
talvez queiram, sem o formularem correctamente, ou sem terem disso clara consciência, afirmar a rejeição da atitude paternalista.
Quanto a isso, muito bem.
Simplesmente, o paternalismo é um parasita a que não escapa a solidariedade, e que não tem nada a ver com a caridade.
Pelo contrário: são os que dão por motivações menos sublimes que a caridade, os que mais atreitos são ao paternalismo.

Sartre escreveu um dia: "dar é escravizar".
Faltou-lhe acrescentar uma pequena nota ( que ele, como não-cristão, de facto não estava em condições de entender).
E seria esta: dar é escravizar, quando a dádiva não é um acto de amor perfeito.
E o amor perfeito designa-se, , no vocabulário cristão, por caridade.

Com efeito, a caridade nunca humilha, porque a caridade é o amor, e porque o amor nunca é humilhante.

Era bom que estas mensagens que assíduamente temos o privilégio de ler neste blog,
e que nos leva a meditar o quanto poderiamos fazer em conjunto para minimizar tanta dor, sofrimento e privações, etc., etc, como somos "COMODISTAS"

Mª Glória

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