2 comentários:
De INCERTO a 24 de Dezembro de 2007 às 14:21
Boa Tarde D. Lasalete e todos dessa Instituíção!!!

Permita-me que deixe aqui uma mensagem retirada de um site que completa (pouco) a vossa obra....

Faz um Ano quando decidi contribuir com algo que não fosse só palavras, falei com alguns, para enquadrar a quadra, ou seja que dessem algo para quem nesta altura nada tem, nem um tecto, nem um sitio conveniente para recolher... e que existia um local que estava fazendo mais que palavras, fazia "atitudes"... foi cair em saco roto, mas mesmo assim, decidi eu por iniciativa própria contribuir com o pouco e o que pedi apenas foi que me deixassem passar "anónimo" na entrega, para isso utilizei "Um Amigo" que juntamente comigo fomos dando mais de nós para os que não tinham... (Ps: Isto é para apenas salientar que nada mais se pediu), vejo que a obra, apesar de todas as dificuldades, vai continuando com o seu objectivo, que é o caminho de dar "alguma" felicidade para tantos...

Desejo a todos e especialmente aos necessitados um Santo Natal e que apesar das dificuldades da vida, "Jesus" está presente para com um pouco de tudo, por aqueles que se voluntariam pela causa, repartem Amor e Carinho todo o Ano e não só no Natal...

Bhajam a todos e que Jesus encontre a igreja D'Ele dentro de vós...


PERMANENTE NATAL

Ele nasceu em uma estrebaria, oculto aos olhos dos poderosos de Sua época.
Teve Seu nascimento anunciado aos simples, que traziam os corações preparados para O receber.
A orquestra dos céus se fez presente e a ópera dos mensageiros celestiais O anunciou a quem tivesse ouvidos de ouvir.

Jesus! Ninguém que O igualasse.

Alto e belo, chamava a atenção por onde transitasse.
Os trigais se dobravam à Sua passagem e os ventos iam à frente, anunciando-Lhe a chegada.
Por onde passou, deixou indelével o Seu perfume.

Não conduzia guerreiros, nem serviçais pomposos.
A voz do povo O anunciava e Seus cantos chegavam aos ouvidos de todos, mesmo daqueles que pretendiam se fazerem surdos.
Sua mensagem atingia os corações e, como hábil agricultor, semeou a esperança e a fé nos terrenos mais áridos.

Rei das estrelas e Governador do Mundo, fez-Se simples e evidenciou à saciedade a importância das coisas pequenas, dos serviços humildes.
Ele próprio serviu na carpintaria, modelando formas na madeira.
E, mais tarde, servindo-Se de uma toalha e água, lavou os pés dos Seus apóstolos.

Tomou de um grão de mostarda e o fez símbolo da fé que move montanhas.
Utilizou-Se da água pura, jorrada das fontes cristalinas, para falar da água que sacia a sede para todo o sempre.
Tomou do pão e o multiplicou, simbolizando a doação da fraternidade que atende o irmão onde esteja, e com ele reparte o pouco que tem.

Falou de tesouros ocultos e de moedas perdidas.
Recordou das profissões menos lembradas e as utilizou como exemplo, Ele mesmo denominando-Se o Bom Pastor, que "conhece as Suas ovelhas.”

Ninguém jamais O superou na poesia, na profundidade do ensino, na doce entonação da voz, cantando o poema das bem-aventuranças, no palco sublime da natureza.

Simples, mostrava Sua sabedoria em cada detalhe, exemplificando que os grandes não necessitam de ninguém que os adjective, senão sua própria condição.

Conviveu com os pobres, os deserdados, os considerados párias da sociedade, tanto quanto visitou e privou da amizade de senhores amoedados e de poder.

Sempre nobre, porém simples e humilde.

Agora, que o Natal canta alegrias aos corações, mais do que nunca, se pode ouvir-Lhe a voz doce, convidando ao amor.
E, por isso mesmo, as criaturas se movimentam de forma mais intensa e se doam. São brindes, presentes, alimentos e agasalhos.

É o próprio ser que esquece de si e se doa.
Doa as horas do seu dia.
Com um sorriso nos lábios, abre os braços e agasalha o outro no próprio coração.

Depõem-se as armas.
Silenciam-se os combates.
Faz-se paz nos campos de batalha da intimidade e do Mundo.

Tudo porque o aniversário Dele se aproxima.
E, embora ainda infantis na arte de amar, todos podemos sentir que Ele se faz mais presente, porque abrimos o nosso cofre do sentimento e Lhe permitimos penetrar.

São dias de felicidade os que vivemos no Natal.
Tudo em nome de um Homem e de Sua mensagem.

Ah, Jesus! Como seria bom se, de uma vez para sempre, todos pudéssemos Te entender e fazer Natal permanente em nossas vidas.

INCERTO
De Loinha a 24 de Dezembro de 2007 às 18:45
MENDIGOS DE DEUS

Hoje, peço-te por uma espécie muito vulgar de pobres.
Claro que me entristecem os pobres,
os mendigos de pão,
de casa,
de roupa,
de dinheiro.

Mas não me entristecem menos outros mendigos:
mendigos de saber,
mendigos da dúvida,
mendigos da ciência
mendigos da fé.

Esses,
que pena me dão também!

Os pobres que nada têm,
os que dormem de pernas dependuradas nos bancos de jardim ao pôr-do-sol,
ou se embebedam nas tabernas,
os que coçam permanentemente o corpo,
arrastam andrajos e se cobrem de longas barbas como os profetas.

Falta-lhes quase tudo, mas têm, na boca e no coração, fé que baste para dizer: "Deus lhe pague!"

Pior e mais dignos de compaixão são os outros, os mendigos de Deus,
os que se perguntam: mas será que existe um "Deus que pague?"

Por esses "mendigos" te pedimos esta noite, Senhor.


Feliz Natal para todos.

Loinha




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