Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

sopra em mim um vento novo... ( poema)

 

 

meu olhar está abraçando

uma aurora renovada,

uma vida promissora

em fase renovadora,

que fala de uma alvorada...

duma atlante mensagem

que me deixa a novidade

que a vida tudo renova

para anular a saudade...

 

poetas de meu encanto

poetas do meu país

fazei agora poemas

e eu farei minhas novenas

e rezarei orações

tecendo recordações

para aos deuses agradar...

falarei de minha vida

da chegada e despedida

tão perto do verbo amar...

 

cantarei alto meu canto

cantarei de viva voz

direi poemas de encanto

e se morrer entretanto

que seja por ser feliz...

nas horas de meu quebranto

poetas de meu país,

poetas deste meu povo

fazei trovas para mim

sopra em mim um sangue novo...

 

lasalete

neste momento eu estou ...: renovada
publicado por lapieta@sapo.pt às 20:05

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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

alma rasgada... ( poema)

 

mudei as cores da minha alma fui mais fundo

encostei num ancoradouro onde a paz sofria para  mim

voltei no tempo ganhei espaço fiz-me ao mundo

e sofrendo rasguei sem querer a alma até ao fim...

 

percorri os oceanos lodosos da indiferença

vi que outras almas morriam que nem eu

sofri, por segurar na mão a minha crença

e descobri que minha alma humana mais sofreu...

 

amparei nas mãos o coração da Terra ensanguentada

na esperança que me devolvesse a luz que me fugia

gélida a noite aconteceu, fez-se ensonada

e me forçou a sonhar  e a regressar quando era dia...

 

o amor não se programa nem se aprende,

a amizade também é um belo e doce amanhecer

a dor de perder é forte, é mais dor se surpreende

e a vida pouco a pouco vai deixando acontecer...

 

mas as luas mudam de cor ...se afastam sem aviso

os sois deixam de aquecer ...e a vida ao se esgotar

trás até quem sofre o sabor amargo dum sorriso,

que se esgota deixando em nós o gosto de chorar...

 

já ninguém toca para mim mais melodias,

já ninguém faz para mim, versos de amor...

tenho apenas gravados os sons de outros dias

quando ainda jovem meus olhos eram flor...

 

porque não acompanha o corpo a nossa alma

e se afasta, deixando-a só, de forma inclemente,

avança pedindo espaço e então se  acalma

e deixa em fogo a alma  a arder constantemente...

 

há chamas que se apagam tão logo começaram

apagadas na indiferença dum desejo

centelhas de prazer que logo se esgotaram

na falta de um abraço ou de um beijo...

 

os corpos se contraem como ondas que se agitam

as almas se distraem e se encostam de cansaço

os sonhos são os braços que se elevam e que gritam

na esperança louca, pela procura de um abraço...

 

mas as noites estão nuas, sem fogo e sem lume

a sangrar a esperança se entrega amortalhada...

lá fora, já não ardem as fogueiras do ciúme

e a vida triste se debruça sobre a alma assim rasgada...

 

lasalete...( poemas de dor e pranto) ... 1-9-08

 

neste momento eu estou ...: vivendo como Deus quer
publicado por lapieta@sapo.pt às 13:29

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Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

meu segredo... ( poema)

 
hoje contei meu segredo
ao segredo que não conto…                                 
hoje contei meu segredo
a quem não me conheceu…
deixando no ar misérias
de amor que não concebeu…
 
minhas mãos tocam piano
sem música, sem solfejar
falam apenas da alma
soltando letras de encanto…
minhas mãos são melodia
que soltam letras de pranto…
 
 
o meu corpo está cercado
de nostalgia e de dor,
vive de dia sonhando
de noite vive de amor…
meu corpo não se alimenta
vive de paz e de sonho…
minha alma vive de luz
da calma que em tudo ponho…
 
os sons de vidas presentes
são as luzes de meu ser
que não entende os murmúrios
do que está a acontecer…
as rimas cruzam-me a vida
que ainda não se esgotou,
que traz em si um segredo
que a ninguém  nunca contou…
 
lasalete

 

publicado por lapieta@sapo.pt às 23:43

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meu ventre ( poema)

 
meus filhos… meu ventre
amei  fora do destino
e trouxe ao ventre menino
os filhos de outra gente…
 
eu quero parir de amor
sobrar nas beiras de estrada
e quero trazer a dor
das almas da madrugada…
quero amar… ficar cansada
e prender-me ao coração
da cidade esburacada
sem tempo para emoção…
 
 
chamar as fadas do tempo
as ninfas que se distraem,
os deuses do pensamento
e os profetas que nos traem…
 
quero rezar em silêncio
as orações do encanto
quero vestir de açucenas
as lágrimas de meu pranto…
surgir de asas ao vento
vestir as nuvens de azul
quero voar sem destino
quero sorrir para o mundo
e desdobrar horizontes…
quero ser eu… e ser gente
quero aparecer de noite
aos faunos do arco íris
que se banham sem parar,
nas noites de lua cheia
sem hora para despertar…
 
dizer aos deuses da vida
que não se afastem sem ler,
os mistérios da indigência
que trazem nela o prazer…
socorrer os socorridos
todos os dias se for
aonde me leva o vento…
ao confronto com a dor…
falar com Deus ?... quero ir…
e deixá-Lo aqui na Terra
quem sabe para pedir
aos homens que mais não façam
amar depois desistir….
 
Mas os Deuses me ignoram
meu ventre chora de dor
de dor porque os outros choram
com medo de abortar … o amor….
 
Lasalete … 29-8-08... 23,15 h...( poemas de dor e pranto)
 

 

publicado por lapieta@sapo.pt às 23:20

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Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

súplica...poema

 

 

não deviam existir campas, nem flores ,nem despedidas,

nem rostos molhados , nem lenços acenando,

nem  velas acesas que lembram  mãos erguidas...

 

não deveriam existir almas penando, nem mortalhas,

nem vidas sobrando em braços já cansados,

nem lábios parados que  lembram duras muralhas...

 

não deviam existir sonhos que terminam, doendo sem aviso

nem  longas madrugadas azuis, nem noites frias,

nem rostos  serenos de criança, sem sorriso...

 

não deviam existir olhos  maus , celas no mundo,

vozes que magoam, quando falam de amor sem conhecer

a dor de amar e amortalhar a alma lá no fundo...

 

não deviam existir amarras, gritos, medos,

nem pensamentos que golpeiam por querer,

nem beijos de amor , perdidos nos rochedos...

 

não deviam existir rugas no rosto, nem dor de envelhecer,

ninguém devía sobrar na vida de ninguém,

nem  medo de amar, todo o mundo a cada amanhecer...

 

porque não voltamos então de nossos sonhos mais refeitos

e arrebatando a beleza aos sons  da madrugada

experimentamos  gestos peregrinos, mais perfeitos...

 

porque não conseguimos parar o olhar de cada alma

no choque emocional de nosso secreto amanhecer

vivendo em harmonia, doce paz e eterna calma...

 

porque temos que passear no cais onde encostado,

se encontra temeroso nosso choro mais sincero,

dividido com as gaivotas que choram mesmo ao lado...

 

as pedras gastas do chão, dizem que estão

cansadas dos passos discretos das almas mais serenas

que gravam nomes de amor e dores do coração...

 

há longe um navio ancorado , sem nome ou rumo certo,

que tem asas de vento leste e sons de mar

e caminha ao nosso encontro e está  mais perto...

 

há deuses que destinam a vida que se esgota em nossos dias

fazem molhos de gotas de suor, das lágrimas dos crentes,

mas não oferecem aos homens que choram as suas alegrias...

 

há novas flores nos campos que nunca morrerão

cujos aromas e cores as tornam mais formosas

quando brotam e se alimentam do nosso coração...

 

vestida a alma , dos dons de cada ser, ao ver-se amada,

discreta em seu viver , perfumada se deixa conduzir

à planície do querer viver loucamente  tudo e nada...

 

 

lasalete... 28-8-08 ( coisas do fundo da alma)

neste momento eu estou ...: em paz
publicado por lapieta@sapo.pt às 14:22

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minha prece ... meu querer... poema

 

pedi a Deus me fizesse

árvore de meu jardim

p'ra estender minhas raízes

tornar os outros felizes

neste amor que existe em mim...

ser abraçada pelo vento

beijar  a noite em segredo

esperar pela madrugada

suada, bela , sem medo...

sem medo, bela, orvalhada...

 

pedi a Deus me fizesse

tão grande , tão grande assim

que sendo eu tão frondosa

meu coração fosse rosa

com aroma de alecrim...

ter braços longos abertos

como uma cruz num altar

para rezar minhas preces

choradas em meu olhar...

ter orvalho feito contas,

nos olhos que Deus me deu,

num verde de mar revolto

onde meu canto vem solto

e se solta do pranto meu...

tal como as ondas do mar...

meu coração alterado

tem sangue rubro de amar

os sonhos dum condenado...

tenta quebrar as algemas

e as grades duma prisão

onde os anjos guardam penas

soltas em cada oração...

 

Deus atendeu meu pedido

e fez-me filha do vento,

fez-me irmã do pensamento,

deu-me a Lua como amiga

a noite por confidente

e o Sol durante o dia

queimando meu sonho ardente...

deu-me seiva perfumada

num olhar meigo e profundo

mas não se compadeceu

fez-me igual a todo o mundo...

 

insistindo em minha prece

voltei a pedir a Deus

me fizesse uma andorinha

sem Primavera, nem Verão...

Deus escutou meus apelos

afagou os meus cabelos...

deu-me letras, deu-me voz,

deu-me ternura de amar

deu-me vida de poeta

que em minha alma secreta

é o mesmo que rezar...

 

mostrei a Deus minhas mãos,

que bailam como andorinhas

mendigam, como mendigam,

com fome, tão pobrezinhas...

Deus ouviu ... ficou olhando

meus versos  feitos de amor,

sextilhas, quadras, sonetos,

poemas longos, discretos

que falam de pranto e dor...

 

mas a chorar disse a Deus

sincera neste meu crer...

se não puder versejar

vivendo por tanto amar

então prefiro morrer...

 

 

lasalete - 28-8-08  (coisas do fundo da alma)

neste momento eu estou ...: perto de Deus
publicado por lapieta@sapo.pt às 10:43

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Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

vitrais do passado... vielas da alma...

 

cá dentro da minha alma estão vivas minhas dores

letras soltas e sinceras do meu  fado

que bem do fundo da alma sem eu querer

lembram horas vazias do passado ...

onde em suspensos caminhos transitei

que não ouso atravessar nem perseguir,

gravei neles os meus medos, duvidei 

e me  privaram de sonhar e decidir...

nas vielas do passado

surgem sons,  sombras vazias,

formando longos vitrais...

vitrais com alma cansada

que se abrem de par em par

e fecham de madrugada

ao deixar-se iluminar...

arrebatando saudades 

os vitrais da minha alma

regressam sem piedade... 

se iluminam ao sonhar...

o tempo fiel da vida,

lança mão de nossos gritos

das solidões abafadas

na mão de sons aflitos...

suspende então sentimentos,

que rouba ao nosso passado

pintando de rubras cores

as almas ao nosso lado...

 

pudesse eu pedir ao tempo,

que longe do meu querer

se fizesse fiel da minha dor,

pintando de branca luz minha alvorada,

gerando outra vida em meu amor...

se atento e fiel, o tempo amigo fosse

e à  minha alma com clemência se abraçasse

pintava então eu  meus vitrais de branco e rosa

regendo com mestria o meu presente

e de forma consciente e amorosa ...

então eu diria sem sombra de ilusão,

que na vida , muito embora já serenas,

os vitrais de minha alma têm penas,

dos sentimentos que usei e estão desfeitos...

ainda  me  ferem com mágoa e sem razão...

com amor os pintei vincadamente

mas quebrei meus vitrais com emoção,

graveios com  fogo ardente em  minh' alma,

quando com loucura recortei o coração...

 

hoje , sou guerreira da luz, sou folha solta ao vento

hoje,  sou amor sem ilusão ,sou sentimento,

sou espaço, sou caminho, sou ternura,

sou vitral do passado, do presente... e sem usura

 

defino com mestria o meu viver...

sou guerreira da luz , que  não para de lutar...

eu avanço na certeza de vencer...

sem sombras que me possam perturbar...

por isso, meus braços se estendem com destreza

e a luz que habita em mim vem deslumbrar

a vida penetrante que  vinca esta certeza:

- eu que vim à vida ... apenas para amar...

 

 

 

lasalete... ( coisas do fundo da alma) ... 26-8-08

 

 

 

 

neste momento eu estou ...: livre...
publicado por lapieta@sapo.pt às 15:56

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Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

rosas... recados de amor... POEMA

 

triste sorte a de uma rosa

que sem querer foi ao chão...

jogada sem dó nem dor

ali ficou  sem falar,

tremendo muito e a chorar

muitas palavras de amor...

 

que triste sorte meu Deus

a sorte de tantas rosas,

que se querem abraçadas,

a seguir são esquecidas

parecem as mãos erguidas,

feridas,  no chão pisadas...

 

quando as rosas desfolhadas

já não conseguem falar

diriam, julgo eu bem,

que um dia mesmo a chorar

só p'ra poderem amar ,

choravam por mais alguém...

 

um dia vi uma rosa

triste caída no chão,

olhei-a ficou mais calma,

beijou-a  o meu coração

apertei-a em  minha mão

entrou-me dentro da alma...

 

sei que trazia um recado

a rosa triste no chão...

sofria só por amar

pediu a Deus que a salva-se

pediu a Deus que a beija-se

 e Deus beijou-a a chorar ...

 

percebendo-a sozinha

com carinho a  entendi...

ergui-a estava formosa

levei-a ao meu coração,

o gesto não foi  em vão

 e meu coração fez-se rosa...

 

o meu coração se  abriu

desfolhou-se em minha mão

com lágrimas de embaraço...

e a rosa ficou sem jeito

e sempre junto ao meu peito

me envolveu num longo abraço...

 

lasalete ... ( coisas do fundo da alma)... ( 25-8-08 )

 

neste momento eu estou ...: com alma de poesia
publicado por lapieta@sapo.pt às 12:16

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CORAÇÃO DA CIDADE ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ MOVIMENTO ECUMÉNICO ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ VOLUNTARIADO EM ACÇÃO ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥


a nossa sede na Rua Antero de Quental, nº 806- Porto

desde a inauguração desta casa que os voluntários têm sido um marco de coragem e abnegação




saiba porquê.....


O Coração da Cidade é:

é um espaço de solidariedade universal

com preocupações constantes de actualização

ao serviço permanente da comunidade onde está inserido

de conforto e amparo, servido apenas por voluntariado

onde todos os serviços prestados são e serão sempre gratuitos

promotor do voluntariado e intercâmbio associativo

O Coração da Cidade,

já estendeu a sua acção

a outros espaços do distrito do Porto

criando para o efeito

uma cadeia de Lojas Sociais ,

que lhe permitam

uma maior sensibilização

para o vuntariado

e ao mesmo tempo

detectar

novos focos de pobreza

venha até ao Coração da Cidade

faça-se voluntário

e ajude a servir,

os que mais necessitam de auxílio



CADEIA SOLIDÁRIA um euro uma razão para ajudar o Coração


é o que estamos necessitando neste momento ...

O Coração da Cidade inicou um pedido de ajuda para que seja posivel ultrapassar as suas dificuldades

associe a sua vontade de ajudar á nossa causa e contribua comnosco...

seja um amigo d'O Coração da Cidade

esperamos o seu

ajude-nos a ajudar ...

apenas um euro

Millenium BCP

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